Dados da PSP

Incidentes de Carcavelos só deram origem a uma queixa

16.06.2005 - 09:40 Por Anabela Mendes, PÚBLICO

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Os assaltos terão sido decididos na altura Os assaltos terão sido decididos na altura (Hélder Gabriel/Lusa)
Termo de identidade e residência foi a medida de coacção mais grave decretada pelo Tribunal de Cascais relativamente a um dos três detidos nos incidentes de sexta-feira passada na praia de Carcavelos. Quanto aos outros dois, o caso seguiu para inquérito.

Houve ainda um quarto detido, uma mulher brasileira, na sequência de agressões às autoridades, mas a PSP considerou que ela não estaria envolvida nos assaltos que varreram o areal na tarde de dia 10: tentava cortar o companheiro com uma garrafa partida e acabou a agredir um polícia.

Quanto aos indivíduos levados a tribunal, têm idades compreendidas entre os 18 e os 21 anos e residem nos bairros da Venteira, Mina e Santa Filomena, concelho da Amadora.

Apesar do susto provocado pelo "arrastão" e das "dezenas de roubos" mencionados na altura, a verdade é que só uma queixa foi concretizada na esquadra de Carcavelos, o que leva o comandante metropolitano da PSP de Lisboa, superintendente Oliveira Pereira, a supor que os roubos não terão sido realmente tantos.

"No meio da confusão que se gerou, estou em crer que muitas pessoas que pensavam ter sido roubadas acabaram por encontrar os seus pertences caídos no areal ou optaram por não apresentar queixa contra terceiros", explica.

Com muita experiência de policiamento nas praias da Linha de Cascais, Oliveira Pereira lembra que os assaltos em grupo sempre foram uma constante, nomeadamente em Carcavelos e Estoril.

"Sempre foi comum juntarem-se vastos grupos nas praias de onde depois divergiam pequenos núcleos de oito ou dez indivíduos que particavam assaltos. Concluímos que na sexta-feira aconteceu o mesmo, só que devido às centenas de pessoas que se encontravam na praia o fenómeno tomou outras proporções. De um grande grupo de 400 ou 500 pessoas só 30 ou 40 praticaram ilícitos", afirma o responsável do Comando da PSP de Lisboa.

Para o superintendente Oliveira Pereira, os assaltos também terão sido decididos na altura na praia e não fruto de uma organização mais elaborada que levasse centenas de pessoas a Carcavelos com intuitos criminosos.

Oliveira Pereira esclareceu ainda que o caso continua a ser investigado, com base em imagens e depoimentos de testemunhas oculares. Foi apurado que alguns dos indivíduos envolvidos nos roubos já estão referenciados por outros crimes.

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E se...

E se as pessoas começarem a andar armadas na praia e em outros lugares? E se as pessoas perderem a ...

Jor Modesto

16.06.2005 17:27

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