Um grupo de pescadores de Matosinhos envolveu-se hoje, em Vila Praia de Âncora, Caminha, em confrontos "verbais" com pescadores locais, por estes não estarem a aderir à greve que se iniciou na passada sexta-feira.
Francisco Cruz, da Propesca, de Matosinhos, descreveu que a situação regressou à normalidade, depois de terem identificado "cerca de uma dezena de pequenos barcos que estavam a ir ao mar normalmente, como se não estivesse em curso uma greve". Após explicarem as razões da paralisação, Francisco Cruz diz que a situação se acalmou e que os colegas de Vila Praia de Âncora aceitaram os argumentos da greve nacional, que junta ainda espanhóis, franceses e italianos.
"Hoje quando chegámos aqui, cerca das 07h00, houve alguns desentendimentos, mas já está tudo resolvido", acrescentou, referindo que os pescadores locais disseram estar "mal informados sobre as razões do protesto".
Fora este incidente, o quarto dia de greve dos pescados portugueses pretende demonstrar ao Governo e à União Europeia a necessidade de reforçar os apoios ao combustível para uso profissional, que no espaço de três anos terá subido entre 30 a 40 por cento.
Hoje, o presidente da Associação de Armadores das Pescas Industriais, Miguel Cunha, admitiu que pode haver despedimentos de pescadores caso a greve se prolongue durante vários dias, para que estes possam recorrer ao subsídio de desemprego.


