A inauguração da Feira do Livro de Lisboa, evento inicialmente marcado para o período de 21 de Maio a 10 de Junho, foi adiada. A autarquia espera poder anunciar a nova data esta segunda-feira.
Ontem, a Câmara de Lisboa anunciou ter chegado a acordo com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e a União dos Editores Portugueses (UEP) para a realização da 78ª Feira do Livro. Segunda-feira, "será formalizado o memorando de entendimento", entre as partes, acrescentou em comunicado.
Paradoxalmente, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros assegurou que a reunião havia sido "inconclusiva". De acordo com a direcção da APEL, "as negociações vão prosseguir durante o fim-de-semana e as conclusões que, eventualmente, daí resultarem serão dadas a conhecer primeiramente aos associados da APEL, para que estes se possam pronunciar".
No centro da polémica em torno da Feira está o Grupo LeYa, de Paes do Amaral, que pretendia instalar no Parque Eduardo VII pavilhões de modelo diferente dos tradicionais. Num memorando entregue ontem de manhã na autarquia, a APEL reafirmou estar aberta à inclusão daquele grupo editorial na Feira, "desde que se inscreva nas mesmas condições de todos os participantes", já que nunca esteve em causa um "regime de excepção" para a Leya.
A APEL requereu, entretanto, à autarquia a declaração de interesse público para o certame, remetendo para a Leya qualquer responsabilidade pela ausência de escritores editados pelo grupo, como Lobo Antunes, Mário de Carvalho ou Lídia Jorge.
A Câmara de Lisboa pediu esta semana à APEL, com carácter de urgência, explicações sobre a recusa em instalar os novos modelos de pavilhão na Feira do Livro, tendo os trabalhos de montagem chegado a estar suspensos por ordem da autarquia.


