Imprensa britânica critica investigação do desaparecimento de Madeleine

07.05.2007 - 09:13 Por Lusa, PUBLICO.PT
A imprensa britânica volta hoje a destacar o desaparecimento da criança inglesa de três anos que estava hospedada num aldeamento turístico em Lagos, no Algarve, apontando algumas críticas às investigações e salientando a existência do retrato-robô de um suspeito.
O jornal tablóide "The Sun", na sua versão online, sublinha que a polícia dispõe de um retrato-robô do primeiro suspeito, mas visto de costas. Este diário recorda que Madeleine McCann está desaparecida desde as 21h30 de quinta-feira e noticia, com base nos jornais portugueses, que as autoridades que estão a investigar o caso só tiveram uma fotografia da criança no dia seguinte. O tablóide lembra que a fronteira com Espanha, através do Rio Guadiana, está a 90 minutos de distância, o que pode ter facilitado a fuga do sequestrador.
Tal como outros jornais britânicos, o matutino noticia a missa que foi celebrada no domingo em Lagos, por ocasião do Dia da Mãe, na qual os pais da jovem desaparecida estiveram presentes.
O "Times" online destaca que a polícia portuguesa suspeita de um homem que foi visto a puxar uma criança perto do local onde Madeleine desapareceu. De acordo com o jornal, os investigadores não quiseram identificar o suspeito, adiantando apenas que o viram na companhia de uma criança loura.
O "The Independent" destaca a onda de emoção dos portugueses que estão a assistir de perto ao drama dos pais, salientando a missa que foi celebrada na Igreja da Luz. Este jornal faz ainda referência às críticas da imprensa portuguesa em relação às investigações desencadeadas nas primeiras horas após o desaparecimento da criança. Citando o "Diário de Notícias", o "The Independent" diz que a polícia só se referiu à possibilidade de rapto 12 horas após o desaparecimento da criança.
Este jornal refere ainda que qualquer pessoa pode passar a fronteira com Espanha sem ter de ser identificado e que não foi feito qualquer controlo nesta fronteira após o sucedido.
O "Daily Mail" considera que a polícia portuguesa cometeu uma série de erros que permitiram ao raptor fugir em segurança: os serviços de fronteira só foram alertados na sexta-feira, 15 horas depois do desaparecimento da criança; a polícia só começou a admitir o rapto muitas horas depois; e só no sábado começaram as buscas pelos apartamentos daquela unidade hoteleira. O "Daily Mail" acrescenta que só ontem as autoridades pediram uma listagem dos hóspedes e do pessoal da unidade turística e que o apartamento de onde a criança desapareceu não tinha sido devidamente selado.

