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Construção da fábrica do grupo sueco

Ikea: Câmara de Paços de Ferreira rejeita críticas da Quercus

16.10.2006 - 16:07 Por Lusa

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A câmara diz que os pinheiros são em reduzidíssimo número e provenientes de germinação espontânea A câmara diz que os pinheiros são em reduzidíssimo número e provenientes de germinação espontânea (Paulo Ricca/PÚBLICO (arquivo))
A Câmara de Paços de Ferreira negou hoje que o terreno destinado à construção da futura fábrica do grupo sueco Ikea figure em qualquer área de produção florestal ordenada, "nada mais representando que afloramentos espontâneos e dispersos".

A autarquia reagiu em comunicado às criticas da Quercus, que considerou hoje "inviável" a instalação da nova fábrica do grupo sueco em zona de reserva ecológica no concelho de Paços de Ferreira.

"É falso que a localização proposta represente uma 'extensa zona florestal de pinhal e eucaliptal' [como diz a Quercus], porquanto os mesmos são em reduzidíssimo número e provenientes de germinação espontânea", esclarece a câmara presidida por Pedro Pinto.

Segundo a autarquia, é igualmente falso que a área escolhida "represente uma extensa zona de povoamento de sobreiros", já que em 53 hectares, correspondentes à área de suspensão do Plano Director Municipal (PDM), "constata-se que existe em média um sobreiro por hectare". Estes, continua, são provenientes de "germinação espontânea" e com diâmetros na ordem dos 10 a 15 centímetros, o que, de acordo com a lei, "não configura nenhum povoamento de sobreiros". Não obstante, acrescenta, a autarquia afirma ter já iniciado um processo técnico e ambiental com vista a um cuidado transplante.

A autarquia de Paços de Ferreira afirma ainda que o concelho dispunha de três localizações possíveis para o investimento proposto pelo Ikea, que foi já classificado como Projecto de Interesse Nacional (PIN), mas que "dada a sua dimensão", a escolha recaiu precisamente sobre aquela que "representava menor impacto ambiental".

Segundo a autarquia, é também falso que o terreno apresente encostas com declives superiores a 40 por cento e "muito menos" que seja essa a razão pela qual está integrado numa zona de Reserva Ecológica Nacional (REN). A localização identificada no comunicado da Quercus também "não corresponde à localização efectiva", frisa a autarquia. "Não é na Serra da Agrela, aí sim com características óbvias de REN, mas na área de influência do Pilar, onde os declives existentes são inferiores a 30 por cento, o que, de acordo com a lei, é inferior ao mínimo estabelecido para classificação REN".

O terreno em causa localiza-se "num limite, na periferia, de um vasto sistema, traduzindo-se numa impermeabilização de menos de um por cento da totalidade desse sistema, o que foi confirmado pelo Estudo de Impacto Ambiental realizado, que indica que o projecto não é susceptível de prejudicar o equilíbrio ecológico de todo".

Na nota distribuída pela autarquia refere-se também que estes esclarecimentos já foram dados hoje à Quercus, tendo-se o município colocado "à disposição para quaisquer outros esclarecimentos".

Paços de Ferreira, Paredes e Estarreja são os três municípios finalistas no processo de candidatura para a instalação em Portugal de uma fábrica do grupo sueco de mobiliário, que se prevê venha a criar 225 empregos directos e ocupar uma área de 250 mil metros quadrados.

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O belo exemplo de pais em que vivemos!! Fazem-se a...

O belo exemplo de pais em que vivemos!! Fazem-se as leis mas nao sao para cumprir! A fabrica Ikea ...

Anónimo

17.10.2006 12:57

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