Pinheiros a morrer, falta de limpeza, acumulação de materiais combustíveis e deficiente fiscalização são problemas da Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António, reconheceu o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).
O ICNB é responsável, através da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, pela preservação desta área florestal centenária e parte integrante da rede Natura 2000, mas admitiu à Lusa que a mata carece de uma melhor gestão. Plantada entre 1887 e 1919, a mata constitui, segundo uma proposta de protocolo para a gestão partilhada da mata apresentada pelo ICNB à câmara em 2008.
Mas o ICNB diz não ter meios para evitar o estado de degradação do pinhal, denunciado tanto por ambientalistas como pela Câmara de Vila Real de Santo António. "A mata está degradada, os pinheiros estão velhos, muitos estão a cair só com o vento, e tem falta de ser limpa", garantiu uma fonte da associação ambientalista Amigos da Mata de Vila Real de Santo António. A associação lamenta a "falta de meios humanos e de dinheiro" da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António para garantir a limpeza da mata, que "tem de ser feita com base em pressupostos técnicos".
Outro dos problemas apontados é a "falta de vigilância e fiscalização para detectar descargas de entulho e circulação de veículos não autorizados nos caminhos da mata". Também o presidente da câmara, Luís Gomes (PSD), lamentou que as propostas para a gestão partilhada da mata estejam "a ser negociadas desde 2004, ainda com o PS na autarquia, e não se tenham consumado". E responsabilizou o ICNB "se houver uma catástrofe, um incêndio".


