O homem que foi hoje baleado na cabeça à porta do Café Bela Cruz, no Porto, é segurança do estabelecimento, disse o presidente da Associação de Bares e Discotecas. António Fonseca referiu que o agressor terá disparado vários tiros, mas as informações sobre as circunstâncias do crime ainda são contraditórias. "Só o próprio segurança, se conseguir falar, poderá dizer o que se passou", acrescentou.
O oficial de dia ao Comando Metropolitano do Porto da PSP referiu que o caso foi comunicado à polícia às 06h50, tendo a vítima sido transportada para o Hospital de Santo António.
O chefe de serviço de neurocirurgia do Hospital Santo António, Jorge Dores, explicou que o homem teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica, tendo "prognóstico reservado". "Aparentemente tem um projéctil alojado na região posterior do cérebro", disse o médico, cerca de três horas após o crime, acrescentando que a bala "desencadeou um hematoma", o que obrigou a uma intervenção cirúrgica de emergência.
Na sequência deste novo crime, o presidente da associação de bares renovou o apelo a uma "caça às armas". "Isto só prova que não se está a fazer uma caça às armas. Qualquer indivíduo anda armado", frisou António Fonseca, manifestando receio de que a recolha de armas só se inicie "quando isto começar a atingir pessoas na rua, por acidente".
"Eles não escolhem locais. Já nem se trata só de zonas problemáticas", destacou António Fonseca, confirmando que a zona do Castelo do Queijo não está coberta pelo projecto da sua associação de instalação de câmaras de vídeo-vigilância junto a estabelecimentos de diversão nocturna.
O Café Bela Cruz é associado da Associação de Bares e Discotecas do Porto.


