Guilherme Pinto conta com “todos” para construir um Matosinhos mais forte

31.10.2009 - 19:59 Por Mariana Oliveira
O socialista Guilherme Pinto realçou hoje na sua tomada de posse como presidente da câmara municipal que conta com a ajuda de “todos” para construir um futuro mais forte para Matosinhos.
“O futuro é a agora, construí-lo é uma tarefa de todos. Nós estaremos aqui para abrir o caminho”, rematou Guilherme Pinto, no discurso da posse. Uma mensagem especial depois de umas autárquicas que dividiram os eleitores e obrigaram o PS a coligar-se com os dois vereadores eleitos pelo PSD/CDS, deixando em minoria os quatro vereadores da lista independente Matosinhos Sempre, de Narciso Miranda, antigo presidente da autarquia eleito nas listas socialistas.
Antes das palavras era visível algum mau estar entre os vereadores da lista independente encabeçada por Narciso e os cinco do PS, que ao contrário dos do PSD/CDS não cumprimentaram Guilherme Pinto e a sua equipa depois de tomarem posse.
Guilherme Pinto fez questão de realçar que o futuro de Matosinhos está directamente ligado à evolução da Área Metropolitana do Porto e que, por isso, se exige uma estratégia concertada entre os “actores metropolitanos e até os actores nacionais”. Falou da necessidade de finalizar o terminal de cruzeiros do Porto de Leixões, de decidir o futuro do parque de exposições da Associação Empresarial de Portugal e de terminar o projecto de reabilitação de parte da zona da Petrogal. “Matosinhos não pode, nem quer ser um território em permanente suspensão”, afirmou. A qualificação das pessoas, o ambiente, com o alargamento da rede de saneamento a todo o concelho e a aposta na poupança energética foram algumas dos objectivos que traçou, salientando ainda que pretende certificar totalmente a autarquia.
No discurso, Guilherme Pinto admitiu que “a dimensão do resultado obrigou a compromissos”, mas enfatizou que não irá abdicar dos princípios. “É tempo de nos deixarmos contagiar pelos projectos e pelas ideias. Fazermos de Matosinhos: mar, movimento e cultura ”, sublinhou. Lembrou que a comunidade local se mobilizou nestas autárquicas, que contaram com o voto de mais 12.505 eleitores que as de 2005, segundo os dados da Direcção-Geral da Administração Interna. “Na riqueza e na pluralidade de opções todos fomos vencedores”, referiu.

