A greve de seis dias dos mestres das embarcações da Soflusa, que desde quarta-feira tem afectado a travessia fluvial entre o Barreiro e Terreiro do Paço, em Lisboa, vai ser suspensa durante fim-de-semana, sendo retomada na segunda-feira.
Convocada pelo Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM), a paralisação parcial, de duas horas por turno, começou na quarta-feira e termina no próximo dia 4 de Maio.
O sindicato espera que a forte adesão dos trabalhadores registada desde quarta-feira se mantenha até ao final da greve.
A greve dos mestres, a segunda num período de um mês, foi convocada para exigir aumentos salariais na ordem dos 60 a 80 euros.
Apesar dos efeitos da paralisação na travessia fluvial, o presidente do STFCMM, Albano Rita, afirmou ontem à Lusa que a administração da empresa não quer dialogar com o sindicato.
Em resposta, a directora comercial da Soflusa, Teresa Gato, disse que a administração não dialoga com o sindicato enquanto os trabalhadores estiverem em greve.
A administração da Soflusa tem defendido que as questões salariais devem ser discutidas no quadro da Revisão do Acordo de Empresa, prevista para Maio. Caso a empresa não ceda às suas reivindicações, os mestres prometem fazer uma greve às horas extraordinárias a 13 de Maio.
A paralisação é feita em dois períodos do dia: entre as 05h15 e as 08h00 e entre as 17h45 e as 20h20.
De acordo com a Soflusa, nos períodos de greve serão assegurados os seguintes transportes alternativos:
Dias 27, 28, 29 de Abril e 2 de Maio:
Autocarros - Barreiro-Seixal
Catamarã - Seixal-Terreiro do Paço
Dias 3 e 4 de Maio:
Autocarros - Barreiro-Gare do Oriente
A empresa informa ainda que nos dias 3 e 4 de Maio, devido ao tempo do percurso Barreiro-Gare do Oriente, os últimos transportes alternativos sairão do Barreiro às 07h30 e às 19h30 e da Gare do Oriente às 07h30 e às 19h45.


