Os dois primeiros barcos da Soflusa que deveriam fazer a travessia do Tejo entre Lisboa e o Barreiro, a partir das 05h00, estão atracados devido à greve dos mestres das embarcações. Os trabalhadores, que já tinham cumprido uma greve idêntica em Março, exigem aumentos salariais de entre 70 e 80 euros.
A paralisação, que se prolonga até dia 4 de Maio com suspensão no fim-de-semana, afecta as ligações entre o Barreiro e o Terreiro do Paço (Lisboa) nos períodos entre as 05h00 e as 08h00 e as 18h00 e as 20h00.
Albano Rita, presidente do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante, disse à Lusa que a greve está a ser cumprida a cem por cento, com a paralisação dos dois barcos.
O dirigente sindical prevê que a situação se mantenha ao longo dos períodos de greve, uma vez que a paralisação foi convocada pelo sindicato que lidera e que representa 95 por cento dos trabalhadores do sector.
Teresa Gato, da direcção comercial da Soflusa, afirmou que os transportes alternativos postos à disposição dos utentes pela empresa estão a funcionar normalmente.
Assim, os passageiros que chegam à estação fluvial do Barreiro são encaminhados para autocarros que os transportam até ao Seixal, de onde partem barcos da Transtejo para Lisboa.
"Não há filas de passageiros à espera de transporte nesta altura. Em períodos de greve, temos apenas cerca de 50 por cento da média de nove mil passageiros que a Soflusa transporta entre as 05h00 e as 09h00", referiu Teresa Gato à Lusa.
"Os passageiros preferem esperar pelas 08h00, altura em que a greve termina, pois sabem que, com todos os barcos atracados, rapidamente vão ter lugar neles para efectuarem a viagem para Lisboa, em vez de apanharem os alternativos para o Seixal e depois o barco da Transtejo para Lisboa", explicou.
"Lamentamos que a Soflusa tenha dinheiro para pagar estes transportes alternativos e não tenha dinheiro para aumentar os trabalhadores", disse Albano Rita à Lusa.


