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Trabalhadores exigem aumentos salariais de entre 70 e 80 euros

Greve na Soflusa complica ligação entre Barreiro e Lisboa

27.04.2005 - 07:43 Por Lusa

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Os passageiros que chegam à estação fluvial do Barreiro estão a ser desviados para autocarros que os transportam para o Seixal Os passageiros que chegam à estação fluvial do Barreiro estão a ser desviados para autocarros que os transportam para o Seixal (Lusa)
Os dois primeiros barcos da Soflusa que deveriam fazer a travessia do Tejo entre Lisboa e o Barreiro, a partir das 05h00, estão atracados devido à greve dos mestres das embarcações. Os trabalhadores, que já tinham cumprido uma greve idêntica em Março, exigem aumentos salariais de entre 70 e 80 euros.

A paralisação, que se prolonga até dia 4 de Maio com suspensão no fim-de-semana, afecta as ligações entre o Barreiro e o Terreiro do Paço (Lisboa) nos períodos entre as 05h00 e as 08h00 e as 18h00 e as 20h00.

Albano Rita, presidente do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante, disse à Lusa que a greve está a ser cumprida a cem por cento, com a paralisação dos dois barcos.

O dirigente sindical prevê que a situação se mantenha ao longo dos períodos de greve, uma vez que a paralisação foi convocada pelo sindicato que lidera e que representa 95 por cento dos trabalhadores do sector.

Teresa Gato, da direcção comercial da Soflusa, afirmou que os transportes alternativos postos à disposição dos utentes pela empresa estão a funcionar normalmente.

Assim, os passageiros que chegam à estação fluvial do Barreiro são encaminhados para autocarros que os transportam até ao Seixal, de onde partem barcos da Transtejo para Lisboa.

"Não há filas de passageiros à espera de transporte nesta altura. Em períodos de greve, temos apenas cerca de 50 por cento da média de nove mil passageiros que a Soflusa transporta entre as 05h00 e as 09h00", referiu Teresa Gato à Lusa.

"Os passageiros preferem esperar pelas 08h00, altura em que a greve termina, pois sabem que, com todos os barcos atracados, rapidamente vão ter lugar neles para efectuarem a viagem para Lisboa, em vez de apanharem os alternativos para o Seixal e depois o barco da Transtejo para Lisboa", explicou.

"Lamentamos que a Soflusa tenha dinheiro para pagar estes transportes alternativos e não tenha dinheiro para aumentar os trabalhadores", disse Albano Rita à Lusa.

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