Governo Regional da Madeira admite expropriações para proteger a floresta

20.03.2008 - 15:17 Por Lusa
O Governo Regional da Madeira admite avançar, se necessário, com processos de expropriação de terrenos florestais cujos proprietários não estejam a fazer os necessários trabalhos de conservação, foi ontem anunciado.
A prioridade do executivo “é o diálogo” e o “arrendamento das parcelas”, disse o director regional das Florestas, Rocha da Silva, no âmbito de uma plantação de árvores nas serras de Santo António, alusiva à comemoração do Dia Mundial da Floresta que se assinala amanhã.
"Acontece que, muitas vezes, nas parcelas florestais nem sequer existem interlocutores. Nesse caso não há outra possibilidade. Os terrenos estão abandonados e sucedem-se os incêndios e a proliferação de combustíveis e de plantas nefastas", explicou.
Floresta Laurissilva ocupa 17 por cento da mancha florestal madeirense
Rocha da Silva está satisfeito com o panorama da floresta madeirense. "À falta de números concretos, temos uma perspectiva das imagens via satélite que mostra uma mancha verde na ilha mais significativa do que há alguns anos".
"A floresta Laurissilva, património natural mundial da Unesco que, em 1972, ocupava 12 por cento da mancha florestal, cresceu hoje para os 17 por cento. Estas serras de Santo António e São Roque, sobranceiras ao Funchal e que há uma década eram autênticos desertos, estão a tornar-se verdes", salientou.
Nestas serras "procedeu-se a um aumento da área arborizada em cerca de 410 hectares e à plantação de 426 mil plantas, complementada por 7,6 quilómetros de novos acessos e pela construção de sete pontos de água".
O governante disse, também, que no Paul da Serra foram feitas novas plantações (40 hectares) e que no perímetro florestal do Poiso, que estava sendo atacado por plantas hostis, têm sido plantadas árvores endógenas.

