MAI afirma que estão reunidas as condições de segurança

Governo prevê regresso até amanhã das famílias ciganas à Quinta da Fonte

20.07.2008 - 15:10 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Pela terceira noite consecutiva, 53 famílias ciganas pernoitaram junto ao edifício da Câmara de Loures contra o regresso à Quinta da Fonte Pela terceira noite consecutiva, 53 famílias ciganas pernoitaram junto ao edifício da Câmara de Loures contra o regresso à Quinta da Fonte (Rui Gaudêncio)
O ministro da Administração Interna afirmou-se hoje convicto de estarem reunidas as condições para que, até amanhã, possam regressar à Quinta da Fonte, em Loures, todos os moradores que abandonaram o bairro após o tiroteio de há uma semana.

"Quando digo dentro em breve espero que entre hoje e segunda-feira a situação evolua", afirmou Rui Pereira aos jornalistas durante uma visita ao Bairro da Cova da Moura, na Amadora.

O ministro garantiu que o acompanhamento da situação ao nível do Ministério da Administração Interna "é permanente" e que, além de se ter deslocado à Quinta da Fonte, todos os dias tem feito um ponto da situação e conversado com os responsáveis policiais, sem esquecer o trabalho da governadora civil, Dalila Araújo, que considerou "verdadeiramente notável".

"A PSP interveio logo, competentemente, com toda a eficácia. Em qualquer local do país, o Governo e o Ministério da Administração Interna não admitem que haja cidadãos a pensar que podem sair com armas para a rua", disse Rui Pereira, sublinhando que "na Quinta da Fonte, como em todos os bairros, vivem pessoas que são ordeiras e querem paz". "O Governo não admite que se colem rótulos às pessoas", reforçou.

O membro do Governo admitiu que ocorreu "um incidente grave" na Quinta da Fonte, mas sublinhou que a situação foi resolvida de "imediato". "Para não se repetir decidimos manter uma presença policial forte, que lá se mantém com todos os meios adequados até considerarmos necessário", indicou.

Quando questionado sobre as garantias de segurança pedidas pelas famílias ciganas, o ministro afirmou que até hoje "não deu entrada no Ministério da Administração Interna qualquer documento", mas adiantou que o Governo Civil de Lisboa fez um memorando com todas as posições assumidas e manifestou esperança num rápido regresso à normalidade, dados os "sinais de avanço" manifestados pela comunidade.

Pela terceira noite consecutiva, 53 famílias ciganas da Quinta da Fonte pernoitaram junto ao edifício da Câmara de Loures e recusaram regressar ao bairro onde habitavam por considerarem que não há condições de segurança.

Na tarde do passado dia 11, meia centena de elementos das comunidades cigana e africana da Quinta da Fonte envolveram-se em confrontos que acabaram em tiroteio, segundo a PSP, que indicou ter detido dois indivíduos e apreendido algumas armas de fogo e munições de calibre variado.

No dia anterior, uma rixa entre dois grupos do mesmo bairro tinha provocado nove feridos ligeiros e danos em várias viaturas.

O bairro da Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, foi construído para acolher desalojados pela construção dos acessos à Expo 98 e tem actualmente 2500 habitantes.

Estatísticas

  • 32 leitores
  • 16 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1336017

Comentário + votado

comentário

Que tal por a ciganada toda no caral..? Já ninguem suporta esses gajos. Não temos que ter medo ...

Alguem

21.07.2008 11:54

X

Mais em Local (3 de 3 artigos)

Os moradores afirmam não estar "psicologicamente preparados para encarar a Quinta da Fonte" Famílias ciganas não vão regressar à Quinta da Fonte