O governo regional continua a manter o número de 42 mortos, apenas alterando a designação de confirmação oficial, feita há quatro dias, que passou a "estimativa". Apesar de não reconhecer a existência de mais vítimas mortais, continuam a ser resgatados mais corpos sem vida em várias localidades, alguns confirmados pelas próprias autoridades locais. Por exemplo, no Funchal, o presidente da câmara, Miguel Albuquerque, revelou que o número de mortos encontrados neste concelho subiu ontem para 31, mais do dobro dos identificados e autopsiados incluídos na "estimativa" governamental.
Devido à diferença verificada apenas no Funchal, o número de vítimas terá ultrapassado a meia centena. Mais poderá subir consideravelmente pois, agora com as telecomunicações operacionais, o governo regional confirma a existência de 18 pessoas reportadas por familiares como desaparecidas, de um total inicial de 250 que subitamente baixaram para quatro e subiram para 32.
Dizendo "não querer alimentar controvérsias", a porta-voz do governo, Conceição Estudante, explicou que o número de 42 mortos foi uma estimativa, porque existem corpos que ainda falta resgatar dos locais sinalizados. "Nesta circunstância, a nossa preocupação é olhar para as pessoas que precisam de apoio", acrescentou.
Segundo dados oficiais, no necrotério (improvisado por debaixo da pista aeroportuária, com um contentor frigorífico com capacidade para 400 corpos) deram entrada 39 cadáveres, tendo sido autopsiados 37 e alguns já foram entregues às respectivas famílias, para a realização de funerais.
Entre os identificados, 15 eram residentes no concelho do Funchal, onde, segundo o presidente da câmara, terão sido encontrados 31 mortos, incluindo uma cidadã britânica. Os restantes concelhos também sofreram baixas com sete vítimas mortais na Ribeira Brava, cinco em Santa Cruz, três na Calheta e um em Machico, Câmara de Lobos e S. Vicente.


