O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, afirmou hoje, no final do Conselho de Ministros, que o Governo está "de consciência tranquila" em relação às medidas tomadas para atenuar os prejuízos da invasão do mar na Costa da Caparica.
No caso da Costa da Caparica "o debate é saber se a opção a tomar era um muro de betão — uma estrutura pesada — ou aquilo que o Governo advoga, que é uma solução ambientalmente correcta", disse Humberto Rosa.
"Desde os primeiros sinais de alarme, o Ministério do Ambiente apostou numa solução recomendada por todos os especialistas e que passa pelo reforço da costa com um muro de areia e, quando necessário, em pedra", disse.
De acordo com o secretário de Estado, "em algumas situações verificou-se inclusivamente que os reforços em areia foram mais resistentes do que os reforços em pedra".
"Mas não se pode evitar que, em situações de mar particularmente agitado — como foi o caso dos últimos dias - este tipo de estrutura acabem por ceder", lamentou.
No entanto, Humberto Rosa sublinhou que o ministro do Ambiente, Nunes Correia, "já anunciou que vai ser reposta a estrutura naquela zona da Costa da Caparica".
Poluição na Ribeira dos Milagres depende da nova ETAR
Sobre os mais recentes casos de poluição na Ribeira dos Milagres, no distrito de Leiria, Humberto Rosa afirmou que, "infelizmente, a poluição de suiniculturas é um caso antigo na bacia do Liz".
"Mas, também neste caso, o Governo já sabe como o vai resolver. Entre outras soluções, graças ao diploma das energias renováveis, a tarifa que o suinicultor vai pagar será menor do que se não fosse remunerado o biogás", frisou o membro do Governo.
Humberto Rosa advertiu, no entanto, que, "enquanto a nova Estação de Tratamento de Águas Residuais não estiver construída, poderá assistir-se a novos episódios de poluição".
"É extremamente difícil a tarefa de detecção das descargas na ribeira dos Milagres. Porém, quando a origem dessas descargas é detectada, seguramente que a autoridade do Estado é aplicada", garantiu.


