• Passo-a-passo para preparar um rolo de sushi
  • Volta ilustrada à cidade
  • Um arco-íris de carnavais brasileiros

Transportes

Governo anula troço de ferrovia e alentejanos cantam vitória

21.01.2010 - 10:13 Por Carlos Filipe

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O secretário de Estados dos Transportes comunicou, ontem, aos representantes da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral, CIMAL, a decisão de anular o traçado previsto para o troço entre Sines e Grândola da linha ferroviária de mercadorias projectada pela Rede Ferroviária Nacional (Refer), e que ligará aquele porto atlântico até à fronteira com Espanha, em Elvas.

A decisão foi transmitida numa reunião de Carlos Correia da Fonseca com os representantes do conselho executivo daquela comunidade de municípios, Carlos Beato e Alexandre Rosa, segundo os quais ficou assumido o compromisso de se estudar alternativas ao traçado agora chumbado.

Segundo um comunicado da CIMAL, durante a audiência "foi visível a convergência entre as posições do Governo e as preocupações expressas pela CIMAL e que correspondem ao sentir das autarquias da região e dos agentes económicos e sociais que se têm pronunciado sobre o assunto".

O conjunto de municípios que integram a CIMAL (Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines) aprovou uma moção, no passado dia 12, na qual é defendida a necessidade de encontrar alternativas ao traçado proposto pela Refer "tendo em conta os impactes ambientais, económicos e sociais" que tal opção comportaria.

Na audiência com o secretário de Estado, dizem os autarcas que foi ainda garantido que a construção daquela ligação ferroviária continua a ter um lugar estratégico e prioritário na acção do Governo para o sector, estando a ser estudadas alternativas que permitam encontrar as melhores soluções para a ligação Sines-Elvas e que garantam, simultaneamente, a racionalidade e sustentabilidade do investimento, considerado fundamental para o reforço da competitividade do Porto de Sines e para o desenvolvimento do Alentejo Litoral.

Os autarcas da CIMAL salientam ainda que obtiveram do governante a garantia de que será assegurada a sua participação na análise das novas alternativas que vierem a ser consideradas.

Sete mil sobreiros em causa

A construção da nova ferrovia segundo aquele traçado da Refer implicaria o derrube de cerca de sete mil sobreiros ao longo de uma linha com cerca de 40 km de comprimento por 400m de largura, o que deixou muita gente inconformada e deu origem a um movimento de contestação.

O traçado proposto afectaria não só o montado, como também retalharia aldeias, contaminaria lençóis freáticos e zonas de abastecimento de água, quintas históricas e o turismo rural já existente na região, sustentou então a Associação Protectora do Montado, lembrando ainda que os impactes daquele projecto teriam consequências nas árvores e na cortiça e "no habitat que sustenta". Carlos Dias

Estatísticas

  • 917 leitores
  • 2 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1418977

Comentário + votado

Gralha

400 metros de largura?! Só pode ser gralha.

RM

21.01.2010 10:33

X

Mais em Local (6 de 12 artigos)

O anúncio da autarquia do corte no fornecimento de água pretende sensibilizar os clientes Câmara da Marinha Grande corta fornecimento de água a 500 munícipes por falta de pagamento