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Vereador encontra-se suspenso de funções por ser arguido em dois casos

Fontão de Carvalho admite integrar lista independente para a Câmara de Lisboa

09.05.2007 - 18:56 Por Lusa

Fontão de Carvalho, vice-presidente da Câmara de Lisboa suspenso funções, admitiu hoje candidatar-se numa lista independente à Câmara de Lisboa, justificando que "estando liberto do PSD” nada impede a sua candidatura.
Fontão de Carvalho considera "muito positiva a apresentação de candidaturas independentes" à autarquia Fontão de Carvalho considera "muito positiva a apresentação de candidaturas independentes" à autarquia (Daniel Rocha/PÚBLICO (arquivo))

"Agora que a câmara caiu, nada me impede de me candidatar. Há um princípio criado por esta direcção do PSD de que os autarcas arguidos devem suspender funções, mas este princípio não tem nada a ver com a realidade, até porque existem vários autarcas do PSD arguidos a quem o líder do PSD não pediu para suspender funções. É estranho", disse Fontão de Carvalho à Lusa.

Sobre a hipótese de vir a integrar uma lista independente com Carmona Rodrigues nas próximas eleições intercalares, o vereador eleito nas listas do PSD afirmou não poder falar por este, mas frisou que está a "avaliar o curso dos acontecimentos" e que a sua candidatura "é sempre uma possibilidade".

Fontão de Carvalho comentou ainda uma eventual candidatura independente de Helena Roseta, que hoje se desfiliou do Partido Socialista, considerando que é "muito positiva a apresentação de candidaturas independentes" à autarquia. "Acho muito bem que surjam candidaturas independentes de cidadãos que considerem poder contribuir positivamente para o futuro da cidade", defendeu.

Fontão de Carvalho foi acusado pelo Ministério Público, em Fevereiro, de co-autoria num crime de peculato, no âmbito do caso relacionado com prémios de gestão alegadamente pagos indevidamente a administradores da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL). Na sequência desta acusação, o autarca suspendeu o mandato por três meses.

O ex-vice-presidente da Câmara de Lisboa também foi constituído arguido no caso Bragaparques, relacionado com os terrenos do Parque Mayer e da antiga Feira Popular. Neste processo já tinham sido constituídos arguidos a vereadora do Urbanismo na Câmara de Lisboa, Gabriela Seara (PSD), que suspendeu o mandato por oito meses, e o director municipal dos Serviços Gerais, Remédio Pires.

Na origem do processo está um contrato celebrado a 5 de Julho de 2005 entre a Bragaparques e a autarquia lisboeta, então presidida por Pedro Santana Lopes.

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