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Viana do Castelo

Ferry que liga Caminha à Galiza pode parar por falta de acordo quanto à manutenção do canal

02.02.2010 - 12:34 Por Lusa

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O ferry-boat que liga Caminha a La Guardia, na Galiza, poderá ser obrigado a parar por falta de “interessados” na dragagem do canal de navegação, admitiu hoje o governador civil de Viana do Castelo.

“Espero que os responsáveis de ambas as partes [câmaras de Caminha e La Guardia] consigam encontrar uma solução para o problema, para que o ferry continue a navegar. Se não se entenderem, o problema é deles”, disse o governador civil.

Pita Guerreiro era presidente da Câmara de Caminha em 1995, ano em que o ferry Santa Rita de Cássia começou a ligar aquela localidade à outra margem do rio Minho, na Galiza.

“O que está assumido entre as duas câmaras é que são elas as responsáveis pela manutenção do canal de navegação”, assegurou o representante do governo.

Durante dez anos, o desassoreamento do canal foi assegurado pela Câmara de Caminha, tendo em 2007 o lado espanhol chamado a si essa responsabilidade. “Na altura, não fomos tidos nem achados sobre esta transferência. Foi uma decisão do Governo Civil de Viana do Castelo e da Direção Geral de Costas de Pontevedra, na sequência da qual desmontámos o estaleiro que estava montado na margem do rio. Agora, achamos que os espanhóis devem cumprir dez anos, tal como nós”, referiu fonte da Câmara de Caminha.

No entanto, ao fim de dois anos, os espanhóis anunciaram que não estavam mais interessados na manutenção do canal, alegando que redundou em prejuízos na ordem dos dois milhões de euros.

Em Espanha, a lei obriga a que toda a areia dragada seja reposta nas praias, enquanto em Portugal dois terços da areia extraída são destinados à comercialização.

“Mesmo assim, no último ano em que fomos nós a fazer a manutenção, tivemos um prejuízo de cerca de 120 mil euros”, disse a fonte da Câmara de Caminha. Sublinhou que o ferry, “apesar de pertencer a Caminha, interessa às duas localidades”, pelo que considera que “a factura não pode ser assumida apenas por uma das partes”.

A Câmara de Caminha reivindica, há vários anos, a construção de uma nova ponte sobre o rio Minho, para ligar a La Guardia, mas o governador civil de Viana do Castelo admitiu hoje que essa é uma possibilidade muito remota. “Vejo com muita dificuldade a construção dessa ponte, não só devido aos cerca de dois quilómetros de largura do estuário mas também por causa dos impactos ambientais e paisagísticos numa zona que está integrada na Rede Natura 2000”, referiu Pita Guerreiro.

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Comentário + votado

Alex

este governador Civil não tem vergonha, depois de 20 anos a esturricar caminha ainda vem com ...

alex

02.02.2010 14:08

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