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Ambiente

Estudo de alterações climáticas mostra impactos pouco significativos no concelho de Sintra

24.04.2009 - 10:58 Por Lusa

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O estudo servirá como uma ferramenta de apoio à revisão de diversos planos como o PDM O estudo servirá como uma ferramenta de apoio à revisão de diversos planos como o PDM (PÚBLICO (arquivo))
Um estudo apresentado ontem sobre as consequências das alterações climáticas no concelho de Sintra mostra que o efeito do aumento das temperaturas projectadas para os próximos 70 anos tem um impacto pouco significativo do município.

"Avaliámos em diferentes vertentes a questão das alterações climáticas sobre os recursos hídricos, sobre as zonas costeiras, a adaptação nas florestas e a questão da adaptação também sobre a biodiversidade. Aquilo que notámos com este estudo é que as alterações não são tão significativas quanto aquelas que nós esperaríamos que pudessem vir a acontecer", disse o vereador da câmara de Sintra com o pelouro do Ambiente, Marco Almeida.

Segundo o responsável, este estudo indica que, dentro de 70 anos, poderá haver "um ligeiro aumento do nível do mar que não tem implicações" directas na costa do concelho. "O estudo pressupõe o desaparecimento de algum areal ao longo da costa mas não tem nenhum impacto nas localidades que estão próximas do litoral", disse Marco Almeida.

Segundo o vereador, um dos objectivos do estudo passava igualmente por analisar o impacto das alterações climáticas no que diz "respeito à questão da organização do território ao nível das comunidades do concelho".

"É no entanto um estudo a setenta anos que tem algum grau de erro, como é óbvio, mas que traduz preocupações mais do ponto de vista sobre o património florestal, sobre o aumento ligeiro da temperatura, e com as implicações que daí decorrem", disse.

Para Marco Almeida, este estudo, que servirá como uma ferramenta de apoio à revisão de diversos planos como o PDM, "não só aponta a caracterização e as consequências mas propõe também um conjunto de acções de responsabilidade que são de âmbito nacional, municipal e individual, quer seja das empresas quer dos cidadãos".

A apresentação decorreu no Palácio Valenças, em Sintra, com a participação de alguns dos estudiosos das equipas que participaram no estudo, nomeadamente das áreas do clima, dos recursos hídricos, da energia, das zonas costeiras, da biodiversidade, das florestas, da agricultura, do turismo e da saúde.

O documento custou 150 mil euros à autarquia e foi coordenado pelo professor Filipe Duarte Santos, que contou com a participação de um conjunto de especialistas nacionais nestas áreas.

Rodrigo Oliveira, responsável pelo estudo de impactos e medidas de adaptação aos recursos hídricos, adiantou durante a apresentação algumas medidas para combater, por exemplo, os impactos dos períodos secos mais extensos como consequência do aumento das temperaturas. Segundo este responsável, usar preço da água para desmotivar os consumos excessivos, ou aplicar a reutilização da água através de sistemas de distribuição de água de qualidade inferior para usos menos exigentes, são algumas das formas de superar os impactos gerados pelas alterações climáticas.

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lkl

Obrigada pela explicação Ravana...

Raquel

26.04.2009 01:14

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