Representantes do colectivo Es.Col.A assinaram ao início da tarde de segunda-feira o contrato de promessa de celebração de contrato de cedência temporária do edifício da antiga escola primária do Alto da Fontinha, para onde esperam poder voltar até sexta-feira.
O documento foi assinado por duas representantes do colectivo, confirmou ao PÚBLICO Cristina, membro do Es.Col.A, que acrescentou ainda que, segundo a técnica intermediária, o contrato já foi entregue à vereadora do conhecimento e coesão social, Guilhermina Rego, "para esta o assinar como representante da autarquia".
De acordo com a mesma fonte, "o contrato de promessa tem data de hoje, 25 de Julho, e no espaço que estava em branco relativo ao prazo para o desemparedamento consta um 4, ou seja, 4 dias. Pelo que é de assumir que na sexta-feira a EsColA regressa à escola".
Num comunicado publicado no blogue do colectivo e enviado ao PÚBLICO na manhã de segunda-feira, o Es.Col.A afirma que se preparava para “denunciar” o processo relacionado com a assinatura do documento, que descreve como “uma formalidade de assinar um papel”. “Passaram-se duas semanas, dia-a-dia de telefonema em telefonema sem notícias conclusivas”, critica o colectivo.
Na passada sexta-feira, relata ainda, os representantes foram informados pela autarquia de que podiam assinar o contrato esta segunda-feira. Trata-se de um contrato de promessa de celebração de contrato de cedência temporária do espaço, que permitirá ao colectivo utilizar o espaço antes da formalização da associação.
“Mera promessa de que nos abrem a porta em quatro dias e que, a partir daí, temos 30 dias úteis para nos transformamos numa associação de fato e gravata”, afirma o Es.Col.A.
No final do texto, o colectivo conclui: “se desta vez as palavras proferidas pelos funcionários, mais técnicos do que políticos, da câmara do Porto tiverem significado literal, o mais tardar sexta-feira, dia 29, estamos na escola. A ver se é desta!”.
Notícia actualizada às 17h20


