A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) vai ter novos administradores na próxima semana, anunciou hoje a vice-presidente da autarquia, Marina Ferreira.
Actualmente a empresa tem em funções o presidente do conselho de administração, João Teixeira, além de dois vogais demissionários.
Os vogais António Pontes e Arnaldo João, que já pediram a sua demissão, apenas se mantêm no cargo até ao final do mês, uma situação que Marina Ferreira considerou hoje que "tem de ser resolvida".
A autarca falava aos jornalistas no final de uma reunião extraordinária do executivo para discutir o plano de reestruturação da EPUL.
De acordo com a vice-presidente, na próxima semana serão "nomeados novos administradores", uma decisão que caberá "ao presidente da câmara [Carmona Rodrigues] e à maioria social-democrata", sem esclarecer se o actual presidente do conselho de administração irá manter-se no cargo.
"O conselho de administração da EPUL tem o presidente e dois administradores que são eleitos, além de dois administradores nomeados por despacho do presidente da câmara", explicou Marina Ferreira. "Dentro deste quadro dos eleitos e dos nomeados temos de encontrar uma solução", adiantou.
O ex-vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, os antigos vogais da EPUL Luísa Amado e Aníbal Cabeça, a vereadora do Urbanismo e presidente da empresa no anterior mandato, Eduarda Napoleão, e Arnaldo João foram acusados em Fevereiro de peculato em co-autoria, no caso do pagamento de prémios a administradores da empresa.
Na sequência da acusação, Fontão de Carvalho anunciou a sua suspensão de funções durante três meses.


