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Edifício da Mediateca na Guarda vai desempenhar novas funções culturais

09.02.2010 - 16:34 Por Lusa

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O antigo edifício da Câmara Municipal da Guarda, onde nos últimos dez anos funcionou uma Mediateca, vai ser adaptado a novas funções na área da cultura e da história judaica.

A Mediateca VIII Centenário da Guarda, que abriu as portas em Janeiro de 2001, está fechada há cerca de dois meses mas segundo o vice-presidente da autarquia, Virgílio Bento, vai ter novas funções relacionadas “com a memória da Guarda, nomeadamente a sua memória ligada à História e à cultura judaica”.

O espaço irá ser transformado na “Casa da Memória e Identidade” da Guarda, anunciou o responsável, adiantando que “o projecto de requalificação está praticamente concluído”.

Virgílio Bento adiantou que o financiamento, estimado em cerca de 750 mil euros, está assegurado pelo programa comunitário que suporta a candidatura “Um património de cidades, rede de cidades da Beira Interior”, e que nesta altura a autarquia está a “definir os conteúdos que um equipamento daquela natureza deve ter”.

O autarca admitiu que no edifício também poderá ficar um memorial dedicado ao cônsul Aristides de Sousa Mendes (cônsul português em Bordéus, que entre 17 e 19 de Junho de 1940, assinou 30 mil vistos para salvar pessoas do holocausto nazi), projecto que envolve a autarquia e o pólo de Turismo Serra da Estrela.

Virgílio Bento contou que neste momento, com o apoio de especialistas, está em discussão a readaptação do imóvel “para que continue a ser um espaço importante da cidade”. “Estamos a trabalhar os conteúdos, temos algumas ideias para um equipamento que esteja ligado à cultura, à cultura judaica e à memória da cidade”, admitiu, referindo que a vertente do memorial “é uma questão que estamos a discutir neste momento”.

Disse que a autarquia pretende terminar rapidamente o processo de discussão dos conteúdos, para que a obra seja colocada a concurso “o mais rapidamente possível”.

Virgílio Bento considera que quando o projecto estiver implementado, será “mais um atractivo para a Guarda”, recordando que recentemente também foi inaugurado um centro de recepção na Torre de Menagem, o ponto mais alto da cidade, a 1056 metros de altitude.

A autarquia decidiu dar nova vida ao edifício onde funcionou a Mediateca (com a componente de fonoteca, videoteca e cibercafé), porque com a evolução tecnológica e com o aparecimento do Teatro Municipal e da nova biblioteca “deixou de fazer sentido [os utilizadores] irem para lá ver um vídeo ou ouvir um CD”, justificou o autarca.

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