Duas centenas de pessoas aguardam saída do tribunal de presumível homicida de Ermelo

14.10.2009 - 10:43 Por Lusa
Cerca de duas centenas de pessoas mantêm-se à porta do Tribunal de Mondim de Basto, onde está a ser ouvido o ex-candidato do PS à Junta de Freguesia de Ermelo, suspeito de ter assassinado o marido da adversária do PSD.
O ex-candidato socialista à freguesia de Ermelo, António Cunha, chegou hoje, às 09h00, ao Tribunal de Mondim de Basto para ser ouvido. Pouco mais de uma hora depois do ex-candidato ter dado entrada, cerca de duas centenas de pessoas, entre as quais familiares da vítima, aguardavam o resultado da audiência.
A viúva e candidata do PSD está no local a lamentar a situação e a lançar acusações contra António Cunha, afirmando que já antes a sua família tinha sido ameaçada.
Lionídia Costa, uma habitante de Ermelo que está à porta do Tribunal, contou que um dia antes das eleições António Cunha e outros dois elementos da sua lista foram a sua casa ameaçá-la de morte, bem como à sua família. “Um já foi preso mas ainda faltam mais”, disse Lionídia Costa.
A GNR tem montado um forte dispositivo policial à porta do tribunal, incluindo vários elementos do destacamento de intervenção da GNR do Porto.
Pouco passava das 07h00 de domingo, quando o António Cunha se dirigiu à mesa de voto de Fervença, freguesia de Ermelo, e, segundo a GNR, disparou um tiro de caçadeira que atingiu mortalmente a vítima na cabeça.
A vítima, Maxissimo Clemente, tinha 57 anos, era marido da presidente da Junta de Freguesia de Ermelo, a social-democrata Glória Nunes, e integrava também a lista do PSD à Assembleia Municipal de Mondim de Basto. Face ao incidente, as eleições foram adiadas para o próximo domingo.
António Cunha entregou-se ontem voluntariamente às autoridades.

