O presidente da Associação de Bares e Discotecas do Porto, António Fonseca, criticou hoje "a impunidade" dos autores dos crimes ocorridos nos últimos meses em discotecas da cidade, acusando as forças de segurança de "não cumprirem a sua função".
"Ninguém é culpado, não há ninguém condenado, não sei onde isto vai parar. A segurança não está a ser devidamente acautelada pelas forças policiais", afirmou António Fonseca.
Nos últimos dois meses já morreram quatro pessoas em crimes cometidos na noite portuense.
"É preciso procurar os culpados e apanhar as armas que andam na rua", frisou Fonseca, acrescentando ser "evidente que há guerras e disputas territoriais".
António Fonseca alertou que a actual situação de insegurança "já passou dos clientes para os empresários", especialmente depois da morte do empresário Aurélio Palha, ocorrida na madrugada de ontem, na sequência de disparos feitos a partir de um carro à porta da discoteca de que era proprietário.
"Já há empresários a pensar seriamente em passar o negócio", alertou, acrescentando que os empresários da noite portuense escusam-se a denunciar qualquer problema porque "têm medo que alguém [na polícia] vá dizer a quem foi denunciado".
PSP refuta críticas e assegura "policiamento intensivo"
O Comando Metropolitano do Porto da PSP já reagiu às acusações e assegurou que é feito "um policiamento intensivo" junto dos estabelecimentos de diversão nocturna da cidade.
"Esta polícia mantém nos locais de maior concentração de estabelecimentos de diversão nocturna, no período do seu funcionamento, um policiamento intensivo", assegurou Abílio Pinto Vieira, segundo comandante da PSP/Porto.
A PSP, "de uma forma mais ou menos sistemática", também realiza "acções de controlo e fiscalização dos acessos" aos estabelecimentos de diversão nocturna.


