Dois assaltantes e dois reféns dentro da dependência do BES em Lisboa

07.08.2008 - 19:28 Por PÚBLICO, com Lusa
Dois assaltantes e dois reféns estão no interior da dependência do BES na rua Marquês de Fronteira, em Lisboa, de acordo com fontes policiais citadas pela Lusa. Uma terceira refém terá sido libertada durante a tarde, depois de se ter sentido mal, mas a polícia não confirma esta informação. As negociações com os assaltantes, que desde as 15h05 mantêm as pessoas dentro do banco vão prosseguir, afirmou fonte da PSP no local.
A mesma fonte revela que estão no local elementos do Centro de Inactivação de Explosivos e de Segurança em Subsolo, da Polícia Judiciária, da Unidade Central de Negociação do Grupo de Operações Especiais da Unidade Especial de Polícia, do Corpo de Intervenção, do INEM, e do Comando Metropolitano de Lisboa. O comandante que chefiava esta operação policial, o superintendente-chefe Parreira, abandonou o local cerca das 18h30.
A PSP de Lisboa adiantou que não ocorreram "incidentes" no interior da dependência bancária em Campolide. "Neste momento, não há incidentes dentro da instituição bancária", afirmou a subintendente da PSP Florbela Carrilho, em declarações aos jornalistas no local. A responsável referiu que a equipa de negociadores da unidade especial de polícia prossegue com "a negociação" com os assaltantes, escusando-se a adiantar mais pormenores, alegando "questões de segurança dos envolvidos”.
Outras fontes policiais adiantaram que no interior do balcão do BES na Rua Marquês da Fronteira, em Lisboa, encontram-se dois assaltantes e dois reféns. Fonte da PSP especificou que os homens estão armados, mas desconhece com que tipo de armas.
Uma mulher de 52 anos, feita refém durante o assalto, terá sido libertada às 15h50 e assistida no local por uma equipa médica, disse fonte do INEM à Lusa. Segundo a mesma fonte, a mulher sofreu uma crise de ansiedade, mas a situação clínica está controlada. No entanto, a PSP não confirma se a mulher fazia parte do grupo de reféns.
A rua Marquês da Fronteira, onde se situa a dependência bancária, está cortada ao trânsito e a peões, desde o Estabelecimento Prisional de Lisboa até à rua da Artilharia 1. Entretanto, reboques da PSP retiraram todas as viaturas estacionadas naquela artéria.
Do topo dos prédios vêem-se polícias de coletes, 12 carrinhas do Grupo de Operações Especiais da PSP, e perto da dependência, estão vários agentes em posição de vigilância. Pelas 16h50, chegaram ao local mais quatro carrinhas e um jipe com elementos do Grupo de Operações Especiais (GOE) e mantêm-se sete viaturas do INEM no local.
A PSP continua a afastar jornalistas e curiosos do local que, neste momento, já não têm campo de visão para a dependência bancária, e encontram-se na esquina com a rua Artilharia 1. A polícia alega razões de segurança para o alargado perímetros de segurança montado no local.

