Cheias no distrito de Santarém

Descargas nas barragens do Tejo diminuíram, mas várias estradas continuam submersas

28.02.2010 - 16:41 Por Lusa

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A diminuição das descargas nas principais barragens regularizadoras da bacia do Tejo começou a sentir-se durante a manhã na zona norte do distrito de Santarém, esperando-se que o mesmo venha a acontecer a partir do final da tarde na região da Lezíria.

Enquanto esse efeito não se faz sentir, a subida registada na noite de sábado deverá deixar submersa durante a tarde as estradas nacional 368, entre Tapada (Almeirim) e Alpiarça e a 3-3, entre Santana e Valada, povoação que está isolada desde a madrugada de hoje.

Decretado na passada segunda-feira o alerta amarelo do Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, várias estradas, sobretudo municipais, encontram-se submersas em vários pontos do distrito, estando a povoação de Reguengo do Alviela (Santarém) isolada desde terça-feira, devido à inundação da estrada municipal que liga esta aldeia ao Pombalinho e da EN 365, na ligação a Vale de Figueira.

No concelho de Santarém estão ainda submersas a estrada que liga a cidade à aldeia ribeirinha das Caneiras, a estrada municipal que liga Ribeira de Santarém a Vale de Figueira e a nacional 365 nas Assacaias e junto à fonte de Palhais (Ribeira de Santarém).

Entre as estradas submersas contam-se a EN 368-1, entre Chamusca e Vale de Cavalos, a EN 365, entre a Quinta da Broa e a ponte do rio Almonda (Golegã), a municipal 1369 entre Alpiarça e Torrinha (estrada do campo) e as nacionais 114-2, entre Setil e Reguengo (por influência do rio Maior), e a 3-2, entre a Ponte do Reguengo e Valada (com isolamento da povoação de Valada).

Por influência da subida do rio Sorraia, estão ainda submersos os caminhos municipais entre a EN 114-3 (freguesia de Coruche e Fajarda) e a EM 515 (Biscainho) e entre a EN 114-3 e a EN 119 (ambas estradas de campo), além da estrada municipal 1456, entre Benavente e a Recta do Cabo (também estrada do campo).

Continuam inundadas as zonas junto ao rio em Constância (jardim, parque de estacionamento, estrada do campo e via junto à Casa de Camões), Vila Nova da Barquinha (submersão do cais de Tancos e parcialmente da rua de acesso, e ainda a Avenida dos Plátanos).

Na região influenciada pela bacia hidrográfica do Tejo estão ainda afectados vários caminhos vicinais junto a linhas de água.

A Protecção Civil recomenda cuidado na condução de veículos, evitando passar em zonas submersas, a suspensão de todas as actividades nas margens do Tejo e afluentes e a retirada de bens e animais das zonas potencialmente inundáveis.

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