Derrocada: avaliação do litoral é muito "complexa" e estes acidentes são "imprevisíveis", diz presidente do INAG

21.08.2009 - 19:18 Por Lusa
O presidente do Instituto Nacional da Água (INAG), Orlando Borges, considerou hoje que os processos de avaliação das arribas do litoral "são de enorme complexidade" e acidentes como o registado hoje na Praia Maria Luísa, Albufeira, são "fenómenos de imprevisibilidade".
"Estes são processos de enorme complexidade e há muita imprevisibilidade neste tipo de fenómenos", disse. Borges falou aos jornalistas no restaurante da Praia que serve de posto de comando às operações de resgate e esteve acompanhado por Valentina Calisto, directora da Direcção Regional Hidrográfica do Algarve (ARH), a quem cabe "situações mais específicas de fiscalização do litoral".
Questionado sobre se as placas de aviso de perigo colocadas no local eram suficiente, Orlando Borges respondeu: "Se fosse ontem (quinta-feira), diria que sim. Hoje, obviamente, não foram".
Valentina Calisto reconheceu que a ARH é a entidade responsável pela monitorização das arribas mas sublinhou que, no caso da Praia Maria Luísa, "não havia risco de iminente derrocada".
Valentina Calisto admitiu ainda que a ARH pode fazer a antecipação de derrocadas caso as arribas apresentem risco iminente mas esse não era o caso.
Questionada sobre as causas que poderão ter levado à queda da arriba, a responsável da ARH disse que elas serão avaliadas mas reconheceu que um sismo verificado na zona há quatro dias é um dos factores que pode causar este tipo de situações.
A responsável apurou que os técnicos da ARH estão no terreno a avaliar a costa algarvia para evitar situações deste tipo.

