O deputado do PS-Madeira Maximiano Martins lamentou hoje a ausência de José Sócrates na campanha para as eleições regionais, advertindo que a formação "tem que reequacionar" a sua relação com a direcção nacional do partido.
Eleito pelo círculo eleitoral da Madeira nas últimas eleições legislativas, Maximiano Martins considerou que o secretário-geral do partido e primeiro-ministro, José Sócrates, "deveria ter estado presente na campanha das eleições regionais, pelo menos quando o PS-Madeira apresentou o seu programa de governo até 2011".
"Interessa-nos discutir como tem sido dada a solidariedade da direcção nacional nestes dois últimos anos em relação à nossa luta democrática na Região Autónoma da Madeira", disse o deputado, que se demitiu este ano das funções de coordenador da bancada do PS para as questões económicas.
De acordo com Maximiano Martins, a derrota do PS nas eleições de ontem para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira "podem explicar-se por dois motivos distintos".
"Primeiro, as eleições foram pervertidas, tornando-se num acto plebiscitário sobre as relações entre a República e a região", apontou. Em segundo lugar, sustentou que nas eleições regionais "não houve qualquer normalidade democrática, o que condicionou fortemente os resultados".
"Todos os dias de campanha houve inaugurações por parte de Alberto João Jardim na sua qualidade de presidente do Governo Regional da Madeira", acusou.
Nas eleições regionais de ontem, o PSD reforçou a sua maioria absoluta, obtendo o segundo melhor resultado de sempre: 64,2 por cento, correspondentes a 33 mandatos num total de 47.
O PS teve uma quebra significativa, baixando de 27,41 para 15,42 por cento, elegendo apenas sete deputados.


