Na Madeira "não há asfixia democrática, mas um excesso de liberdade que em nada dignifica a democracia ou a região". Quem o diz é o delegado da Comissão Nacional de Eleições (CNE) na região autónoma, Paulo Barreto, a propósito do clima que se vive na campanha eleitoral.
Referindo-se aos incidentes protagonizados pelos dirigentes do PND durante as inaugurações do presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, Paulo Barreto diz que ao ver os noticiários e ler os jornais, se sente envergonhado. Um grupo de militantes da Nova Democracia tem marcado presença nos vários actos inaugurais de Jardim, protestando pelo seu carácter "eleitoralista", o que chegou mesmo a dar origem a alguns actos de violência. O delegado da CNE confirma que recebeu hoje três mensagens de correio electrónico com várias queixas apresentadas pelo PND/Madeira. E apela a "todos os políticos, de ambos os lados" que cumpram "o resto da campanha eleitoral com a dignidade que exige um Estado de Direito e discutam ideologias e projectos". Para Paulo Barreto, este tipo de situações "em nada dignificam a democracia". E acrescenta: "Acho que na Madeira não há asfixia democrática mas há excesso de liberdade, porque toda a gente faz o que quer." "Quando são os próprios candidatos, pessoas maiores e vacinadas de quem se exige responsabilidades que têm este tipo de acções, não há CNE ou PSP que consiga evitar estes actos", acrescenta.


