Após caso de segurança baleado no Porto

Crime: Associação Nacional de Vigilantes pede audiência ao MAI

02.03.2008 - 17:48 Por Lusa

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O presidente da Associação Nacional de Vigilantes diz que "qualquer indivíduo anda armado" O presidente da Associação Nacional de Vigilantes diz que "qualquer indivíduo anda armado" (Nélson Garrido (arquivo))
O presidente da Associação Nacional de Vigilantes (ANV), Rui Silva, disse hoje à agência Lusa que vai solicitar uma audiência ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para que os seguranças possam ter meios de defesa.
"São 40 mil homens que vestem um uniforme, transportam coletes, mas não têm um único meio de defesa além das suas mãos", disse Rui Silva.

Para o presidente da ANV, o crime que ocorreu hoje no Porto vem mais uma vez mostrar que os seguranças e vigilantes devem ser autorizados a ter meios de segurança, nomeadamente cacetetes e "tasers" (armas de choques eléctricos).

Rui Silva referiu que já em Novembro de 2007, aquando da criação da ANV (actualmente com cerca de 100 sócios), a associação enviou um pedido a Rui Pereira para que os seguranças fossem autorizados a usar meios de defesa, mas ainda não obteve resposta.

Um homem de 34 anos foi baleado na cabeça cerca das 6h50 de hoje à porta do Café Bela Cruz, junto da Rotunda do Castelo do Queijo, no Porto, onde trabalha como segurança.

O presidente da Associação de Bares e Discotecas do Porto, António Fonseca, disse à Lusa que o agressor terá disparado vários tiros, mas as informações sobre as circunstâncias do crime ainda são contraditórias.

"Só o próprio segurança, se conseguir falar, poderá dizer o que se passou", referiu.

Na sequência deste novo crime, António Fonseca renovou o apelo paraa uma "caça às armas".

"Isto só prova que não se está a fazer uma caça às armas. Qualquer indivíduo anda armado", frisou, manifestando receio de a recolha de armas só se iniciar "quando isto começar a atingir pessoas na rua, por acidente".

"Eles não escolhem locais. Já nem se trata só de zonas problemáticas", destacou António Fonseca, confirmando que a zona do Castelo do Queijo não está coberta pelo projecto da sua associação de instalação de câmaras de vídeo-vigilância junto a estabelecimentos de diversão nocturna.

O segurança foi operado hoje de manhã, mas ainda se mantém em estado "crítico".

"A operação correu sem complicações, mas o prognóstico ainda é crítico e reservado", disse à Lusa o chefe da equipa de urgência do Hospital Santo António, Jorge Dores.

O médico referiu que a operação incidiu num hematoma na região posterior do cérebro provocado por um projéctil.

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29.03.09 05.50 EMIDIO FREITAS,FUNCHAL MADEIRA

O MAI TEM COMPETENCIAS PARA DICIDIR O BOM PARA UM VIGILANTE SEGURO ,TEMOS DE COMEÇAR DE ...

Anónimo

29.03.2009 05:58

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