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Possibilidade de comida ter provocado indisposições ainda não foi confirmada

Crianças de três escolas de Oliveira de Azeméis com sintomas de intoxicação

16.10.2009 - 13:16 Por Lusa, PÚBLICO

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Nos três estabelecimentos de ensino, as refeições são fornecidas por uma empresa externa Nos três estabelecimentos de ensino, as refeições são fornecidas por uma empresa externa (Nelson Garrido (arquivo))
Crianças de três estabelecimentos de ensino de Oliveira de Azeméis estão em casa ou hospitalizadas devido a uma intoxicação provocada por agente desconhecido. A possibilidade de uma intoxicação alimentar por comida ingerida nos estabelecimentos de ensino já foi colocada mas está ainda por confirmar, já que nem todas as crianças que se sentiram indispostas comeram na respectiva escola na segunda-feira, dia em que surgiram os primeiros casos.

Desde segunda-feira que algumas das crianças que frequentam a escola do 1.º Ciclo e Jardim-de-Infância da Feira dos 11, o jardim-de-infância da Abelheira e a escola do 1.º Ciclo de Ossela, começaram com vómitos, diarreia e mal-estar geral. Segundo o Hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, receberam pelo menos 30 crianças tratamento nas últimas 18 horas.
Rui Carrapato, director do serviço de Pediatria/Neonatologia do hospital, adiantou à Lusa que os sintomas comuns a todas essas crianças se devem “a uma intoxicação alimentar por agente, por enquanto, não identificado”.

No entanto, Luís Ferreira, director-adjunto do Agrupamento Vertical Bento Carqueja, afirmou que “ainda não há dados conclusivos que permitam saber o que é que provocou esse mal-estar”. Garante, no entanto, “que não é gripe A, porque os testes feitos às primeiras crianças que se sentiram mal concluíram logo que não se tratava disso”.

Para Luís Ferreira, as hipóteses avançadas para justificar o caso encontram sempre oposição. “Pode tratar-se de um problema relacionado com a comida, mas algumas das crianças que estão doentes não comeram na escola no dia em que começaram a sentir-se mal, o que contradiz logo a teoria”. Por outro lado, “há a questão do leite”, embora nesse caso, e segundo o director-adjunto do agrupamento, “ele teria que afectar todas as crianças e não foi isso que aconteceu”.

Apesar de os médicos suspeitarem de intoxicação alimentar, o vice-presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Albino Martins, realça que esta situação não afectou apenas as crianças das escolas abrangidas pela empresa contratada pela autarquia para servir as refeições. “Temos aqui muitos casos de crianças oriundas de infantários de Instituições Particulares de Solidariedade Social que não são servidas por esta empresa e outras que estão em casa e que também estão a ter os mesmos sintomas”, adiantou o também vereador para a Educação. Albino Martins indicou que os primeiros casos verificaram-se na Escola nº1 de Oliveira de Azeméis e depois estenderam-se a quase todas as freguesias.

Nos três estabelecimentos de ensino, as refeições são fornecidas por uma empresa externa cujo nome o director-adjunto do Agrupamento Vertical Bento Carqueja não quis adiantar. “Como ainda não está provado que seja um problema alimentar, não vamos vincular o nome da empresa a uma situação pela qual ela pode não ter culpa”, adianta.

Entretanto, cerca de 30 alunos dos já referidos estabelecimentos de ensino encontram-se em casa ou no hospital, “ou porque ainda estão doentes”, como refere Luís Ferreira, “ou por uma questão de precaução, já que se presume que tudo isto não passe de um efeito de contágio”.

A maioria das crianças que passaram pelo Hospital de S. Sebastião já teve alta, embora algumas ainda se encontrem em regime de internamento, que, segundo Rui Carrapato, será “de curta duração”. As restantes estão em casa.

Câmara accionou plano de contingência

O vice-presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis revelou que a autarquia accionou um plano de contingência rápido para acompanhar o caso. Albino Martins, que também tem a seu cargo o pelouro da Educação, indicou que a autarquia colocou em prática um plano de contingência rápido assente em três directrizes: “colaborar na assistência dada pelos hospitais, procurar junto da empresa que serve as refeições que tenham um cuidado redobrado para corrigir o que houver a corrigir e averiguar as causas”.

Albino Martins referiu ainda que o delegado de saúde de Oliveira de Azeméis está realizar análises para apurar as causas que levaram as crianças ao hospital.

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