A Brisa, concessionária da Cintura Regional Exterior de Lisboa (CREL) anunciou hoje que o corte da circulação rodoviária nesta auto-estrada “poderá manter-se nas próximas semanas”.
A CREL permanece cortada, em ambos os sentidos, entre o Nó de ligação à A16 e o Nó de Belas, na sequência do deslizamento de terras ocorrido sexat-feira.
Em comunicado, a concessionária anunciou hoje que o corte da circulação rodoviária nesta auto-estrada “poderá manter-se nas próximas semanas”.
Segundo a empresa, continuam os trabalhos de retirada de “terras do local, com o objectivo de controlar o avanço das mesmas, havendo, neste momento, uma preocupação acrescida com o Aqueduto das Águas Livres”.
“Ao mesmo tempo, a Brisa continua a avaliar, dentro do que é possível absorver e medir, a evolução deste deslizamento, estando ainda longe de poder estimar quando poderão começar os trabalhos de desobstrução da auto-estrada”, refere a Brisa no comunicado.
A empresa acrescenta que está a aplicar todos os esforços, desde a primeira hora, na resolução de um problema cuja causa não é da sua “responsabilidade e cuja solução não depende principalmente da Brisa”.
A câmara da Amadora, a que pertence a área em causa, anunciou hoje que já tinha notificado o proprietário do terreno onde decorreu o deslizamento de terras junto à CREL, ocorrido sexta-feira, e que condicionou o trânsito no local.
O vereador da câmara da Amadora com o pelouro da Protecção Civil, Eduardo Rosa, afirmou, através de comunicado, que as terras que provocaram o corte da CREL são provenientes de terrenos privados e que a autarquia notificou por diversas vezes o proprietário, “não obstante competir à entidade exploradora das auto-estradas (Brisa) o dever de conservação das mesmas”.
“Esta edilidade sempre se mostrou disponível e colaborante (...), suscitando reiterada e oportunamente junto deste [proprietário do terreno], tal premência, inclusive instaurando diversos procedimentos de notificação”, refere o comunicado.
O deslizamento de terras ocorrido sexta-feira soterrou parte da via da CREL e obrigou ao corte de circulação entre o túnel de Carenque e o nó de Belas.
Segundo a autarquia, o terreno “privado” que provocou o deslizamento de terras que resultaram no corte da CREL revela “bastantes fragilidades apresentando um conjunto de falhas geológicas”.
O vereador considera que, aliado às fragilidades do terreno, a precipitação intensa como a verificada nos últimos dois meses intensificou a instabilidade da vertente e a movimentação dos solos.
A autarquia anunciou que vai disponibilizar os meios para minimizar os “efeitos decorrentes da anomalia registada e reunirá com as entidades responsáveis para, no âmbito da protecção civil, desencadear os instrumentos necessários para colmatar o problema”.



