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Lisboa

Conclusão das obras no prédio das discotecas Jamaica e Tokyo prevista para fim de Junho

30.05.2011 - 18:15 Por Lusa

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As obras levaram o Jamaica a procurar novo espaço para continuar com a programação de comemoração do seu 40.º aniversário As obras levaram o Jamaica a procurar novo espaço para continuar com a programação de comemoração do seu 40.º aniversário (Pedro Cunha)
As obras de consolidação do prédio cujo segundo andar abateu há cerca de um mês e que obrigaram ao encerramento das discotecas Jamaica e Tokyo devem estar concluídas no fim de Junho, disse hoje à Lusa fonte do Jamaica.

No início de Maio, o segundo andar de um prédio onde funcionam, no rés-do-chão, as duas discotecas e o bar Europa, abateu sem provocar danos.

No entanto, e uma vez que o prédio já estava referenciado pelos serviços municipais de Protecção Civil, que já tinha sido chamada de emergência ao local várias vezes, o abatimento obrigou a obras de consolidação da estrutura do edifício, encerrando assim aqueles espaços de diversão nocturna.

As obras levaram o Jamaica a procurar novo espaço para continuar com a programação de comemoração do seu 40.º aniversário.

“As obras ainda decorrem mas não quisemos parar com a programação dos 40 anos. Por isso a festa do Rodrigo Leão, na quinta-feira, vai realizar-se na discoteca Frágil, no Bairro Alto”, disse à Lusa a embaixadora dos 40 anos do Jamaica, Helena Botelho.

Além deste espectáculo, a festa com o realizador João Botelho, marcado para 09 de Junho, também deve ocorrer no Frágil, admitiu Helena Botelho.

Quanto à restante programação, a embaixadora do Jamaica disse que "será divulgada com o avançar do tempo", porque "as obras ainda decorrem".

"Mas o que nós queríamos era continuar com a festa no Jamaica mesmo", afirmou.

Questionada sobre quando é que se prevê a conclusão das obras no prédio, a embaixadora do Jamaica disse que “as obras ainda estão a decorrer, mas estão a andar a bom ritmo e no fim de junho já devem ter acabado”.

Depois do abatimento, os proprietários das discotecas ainda efectuaram uma intervenção para remover o entulho e fazer o escoramento do edifício, mas não foi suficiente para que as autoridades considerassem que estavam reunidas as condições de segurança para os espaços poderem abrir.

Os proprietários dos três espaços dizem também que ainda tentaram chegar à fala com o senhorio, “na perspectiva de chegar a uma solução, nem que implicasse um aumento significativo das rendas”, mas nunca obtiveram resposta.

Apesar de todas as notificações, contra-ordenações e medidas cautelares recebidas, o senhorio do prédio de seis andares na Rua Nova do Carvalho nunca fez qualquer obra de conservação.

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