As comunidades de africanos e de ciganos nas Olaias não estão organizadas em associações, constatou hoje a governadora civil de Lisboa, depois de ter iniciado contactos juntos dos grupos.
"Tentei falar com associações, mas as comunidades não estão organizadas", disse Dalila Araújo aos jornalistas, após um encontro com o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, sobre segurança e policiamento na capital. A governadora civil explicou que não existem associações nem de moradores nem representativas das comunidades cigana e de origem africana residentes no bairro.
Dalila Araújo contactou a organização católica Pastoral dos Ciganos e iniciou outros contactos no bairro, que já visitou depois dos incidentes de domingo. A governadora civil referiu ter estado em contacto com o presidente da Câmara de Lisboa desde o início dos incidentes. "A Polícia foi muito rápida, a Polícia está no terreno, o ambiente social está calmo", referiu.
O Comando Metropolitano de Lisboa anunciou hoje ao início da tarde a detenção de um homem de 26 anos suspeito de participar no tiroteio de domingo nas Olaias, em Lisboa, na posse de uma arma carregada com munições. O homem foi detido às 23h30 de domingo em Carnaxide, por polícias da Esquadra de Investigação Criminal da Divisão de Oeiras, vestidos à civil, que o reconheceram "de algumas entrevistas televisivas" sobre os distúrbios nas Olaias.
O suspeito, detido num "local referenciado por tráfico de armas", tinha consigo uma pistola Magnum 32, com seis balas, para a qual não tinha qualquer tipo de licença e foi a tribunal hoje de manhã para julgamento em processo sumário. Ao fim da tarde de domingo foram ouvidos vários disparos no bairro, relativos a uma disputa que teve a ver com uma habitação, segundo o presidente da Junta de Freguesia do Alto do Pina.
O policiamento no bairro foi reforçado por parte da Unidade Especial de Polícia, através do Corpo de Intervenção, deslocado para o local para restabelecer a ordem pública.


