A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) considerou hoje que a falta de auxiliares e outros profissionais nas escolas contribui para o aparecimento de cada vez mais situações de "bullying".
Segundo disse à Lusa a presidente da CNIPE, "são cada vez mais as situações de 'bullying' e 'ciberbullying' escolares” (actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo ou grupo de indivíduos).
O caso da criança desaparecida no rio Tua em Mirandela levou a confederação a tomar uma posição para "apelar que estas situações não se verifiquem e denunciar a falta de meios nas escolas".
Segundo a presidente da CNIPE, "faltam assistentes operacionais, as antigas auxiliares, nos espaços escolares, nomeadamente recreio e corredores, onde habitualmente acontece este tipo de situação".
Outra lacuna apontada é a "não existência de equipas multidisciplinares, com psicólogos e assistentes sociais, que podem prevenir estes comportamentos e despistá-los".
Embora ressalvando a existência de diferentes versões no caso de Mirandela, a CNIPE considerou o momento oportuno para "alertar" para esta situação.
Segundo Maria José Azevedo, "o que está a acontecer é que os casos de violência já nem sequer são denunciados".
"Com o actual estatuto do aluno não vale a pena denunciar, acaba por acontecer rigorosamente nada (aos agressores)", disse.


