Lisboa

Clube de Tiro acusa Câmara de recusar sistematicamente propostas para permanecer em Monsanto

15.07.2008 - 20:23 Por Lusa

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O campo de tiro acusa o Estado de ser contra a sua existência O campo de tiro acusa o Estado de ser contra a sua existência (Vasco Neves (arquivo))
O Clube de Tiro de Monsanto acusa a Câmara de Lisboa de ter um preconceito para com a colectividade e recusar sistematicamente as soluções técnicas de minimização de impacto ambiental que tem apresentado para permanecer no parque florestal.

A última das soluções apresentadas foi a instalação dos campos de tiro a chumbo em terrenos próximos do Ministério da Justiça, a qual recebeu parecer técnico negativo da Direcção Municipal de Ambiente e Espaços Verdes, revelou hoje o presidente da Direcção do Clube, Carlos Duarte Ferreira.

"Os serviços têm estado sempre frontalmente contra a existência do clube", afirmou Carlos Duarte Ferreira num encontro com jornalistas, sublinhando que desde 1993 que a autarquia tem "pedido estudos que são sistematicamente rejeitados".

Segundo o responsável, o parecer dos serviços que rejeita a solução apresentada pelo Clube, que envolvia a mudança dos campos de tiro para terrenos próximos, propriedade do Ministério da Justiça, evitando a contiguidade com o Espaço Monsanto, defende que as instalações do clube devem "reverter para o município".

As instalações incluem um edifício, construído com verbas dos sócios do clube, sublinhou Carlos Duarte Ferreira, da autoria do arquitecto Carlos Ramos.

Segundo o presidente da direcção do Clube, o parecer foi-lhe entregue em mãos na última terça-feira, pelo presidente da Câmara, António Costa (PS).

O vereador do PSD Salter Cid, sócio do clube, presente no encontro, frisou que "a todas as soluções a Câmara diz não".

"Nunca vi tanta má-vontade com uma infra-estrutura desportiva", declarou, sublinhando que ali se praticam três modalidades olímpicas que além do clube de Monsanto apenas podem ser realizadas num clube do Porto.

Para Carlos Duarte Ferreira, "foi lançada a ideia de que o clube é um clube de ricos e que meia dúzia de famílias ocupam um terreno que é de todos os lisboetas".

"Essa ideia foi sempre habilmente criada", referiu.

Tanto o vereador como o responsável da direcção do clube aludiram às sucessivas soluções técnicas que têm sido apresentadas pela colectividade para minimizar o impacto da sua actividade, nomeadamente o ruído e a contaminação dos solos com chumbo.

Ambos os responsáveis salientaram que algumas dessas soluções foram sugeridas pela própria Câmara, como a construção de uma barreira acústica, que tinha sido proposta pelo ex-presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, e chumbada pelos serviços já no actual mandato.

A construção da barreira foi chumbada por se encontrar numa zona não edificante, violando, assim, o Plano Director Municipal (PDM).

Salter Cid contesta esta argumentação, defendendo que constitui uma excepção a construção de infra-estuturas de protecção a outras infra-estruturas.

Carlos Duarte Ferreira revelou que a direcção do clube vai solicitar a realização de uma reunião com o presidente da Câmara em Setembro e, até lá, "analisar toda a situação do ponto de vista técnico e jurídico".

O Clube Português de Tiro a chumbo, localizado no Monte das Perdizes, em Monsanto, foi fundado em 1935, e está instalado no parque florestal desde 1963.

A concessão terminou no ano passado, facto que determinou o encerramento do clube, a par de questões ambientais como a contaminação dos solos com chumbo e o ruído inerente à modalidade.

Contudo, uma deliberação camarária de Outubro do ano passado, proposta pelo PSD, determinou a continuidade do Clube em Monsanto até ser encontrada uma solução alternativa.

O PSD argumentava, entre outros motivos, a necessidade de atletas olímpicos treinarem no clube e de ali decorrerem igualmente muitos dos exames para a obtenção de licença federativa.

Apesar da deliberação, a direcção do clube "auto-suspendeu" a actividade em Janeiro, como manifestação de "boa-fé" nas negociações com a autarquia, referiu Carlos Duarte Ferreira.

O Clube de Tiro tem 800 sócios e emprega 18 pessoas, algumas habitam nas próprias instalações da colectividade.

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clube sem tiro

Estes senhores do clube de triro já deviam ter seido corridos à muito de Monsanto.Para quem passa ...

Anónimo

16.07.2008 11:31