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Entre Serpins e Coimbra B

Circulação de comboios no ramal da Lousã interrompida a partir de hoje e até 2011

04.01.2010 - 09:09 Por André Jegundo

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O Movimento de Defesa do Ramal da Lousã solicitou uma audiência ao governador civil do distrito O Movimento de Defesa do Ramal da Lousã solicitou uma audiência ao governador civil do distrito (PÚBLICO (arquivo))
A circulação ferroviária no ramal da Lousã, que liga Serpins a Coimbra, vai ser hoje interrompida por causa da primeira fase das obras de instalação do sistema Metro Mondego.

A intervenção, que se deverá prolongar até Outubro de 2011, irá implicar a mudança da bitola da linha (distância entre carris) e várias intervenções de reabilitação das infra-estruturas da linha centenária.

A partir de hoje, entra também em funcionamento o serviço de transporte alternativo de autocarros, que vai servir os milhares de utilizadores do ramal da Lousã. Nas últimas semanas, os novos horários e folhetos do serviço têm sido distribuídos pela empresa Metro Mondego, que garante que o serviço alternativo vai responder às necessidades dos utilizadores.

Contudo, o Movimento de Defesa do Ramal da Lousã, associação cívica que tem protestado contra o projecto, receia que o transporte rodoviário não reúna todas as condições de segurança por causa das estradas "sinuosas e estreitas" que vai percorrer. Por isso, pretendem ser recebidos pelo governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, que é também responsável pelos serviços distritais de protecção civil e do conselho coordenador de segurança rodoviária.

"O transporte rodoviário utiliza uma via muito sinuosa e estreita, onde se prevêem graves constrangimentos com o forte crescimento de tráfego de viaturas de grande porte. Tal situação está a causar natural apreensão entre os futuros utilizadores desses transportes", afirmam em comunicado.

Apesar das dúvidas dos utentes, a empresa Metro Mondego tem defendido que o serviço rodoviário "é seguro" e não suscita "qualquer preocupação". Quanto à interrupção da linha, o presidente da empresa Metro Mondego, Álvaro Maia Seco sustenta que era "inevitável", mesmo que o projecto do metro "não fosse para a frente".

O serviço tinha já sido suspenso há um mês entre Serpins e Miranda do Corvo. A intervenção de requalificação vai incidir sobre os 38,5 quilómetros de extensão da linha férrea que liga a localidade de Serpins à estação de Coimbra-B. De acordo com o projecto do Metro Mondego, as novas composições tram-train (um misto de metro ligeiro e comboio suburbano) deverão circular até à futura estação intermodal de Coimbra, e ainda até à zona dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Notícia alterada às 10h25

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Soluções inaceitáveis

1. Porque não arranjam primeiro a última parte entre Lousã e Serpins ou entre ...

Nuno Silva

04.01.2010 10:00

X

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