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Duas das vítimas mortais eram crianças

Choques em cadeia na A25 provocam seis mortos

24.08.2010 - 08:25 Por Maria José Santana

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Os condutores disseram que os choques provocaram um cenário de horror Os condutores disseram que os choques provocaram um cenário de horror (Paulo Ricca)
Duas das seis vítimas mortais eram crianças. Houve ainda 72 feridos. Operações mobilizaram mais de 200 homens e cerca de 180 veículos.

"De um minuto para o outro, o nevoeiro cerrou, a visibilidade era nula e só começámos a ouvir estrondos. Depois, as chamas dos carros a arder." O relato pertence a Maria de Lurdes, que viajava num dos 50 automóveis envolvidos nos choques em cadeia que ontem à tarde lançaram o pânico na A25, na zona de Talhadas, em Sever do Vouga, vitimando mortalmente seis pessoas. Duas das vítimas mortais eram crianças, havendo ainda a registar um total de 72 feridos. Dois acidentes, em sentidos contrários (Aveiro-Viseu e Viseu-Aveiro), que provocaram um cenário de "horror", segundo classificaram as próprias autoridades, e que obrigaram à montagem de uma mega-operação de socorro. Mais de 200 efectivos, entre polícias, bombeiros, e elementos do INEM, estiveram no local.

Tudo aconteceu por volta das 16h00, no quilómetro 45 da antiga IP5 - depois da sua requalificação para A25, vinha registando menor sinistralidade -, quando a visibilidade era quase nula, devido ao intenso nevoeiro e à chuva miudinha . O primeiro acidente ocorreu no sentido Aveiro-Viseu. Aos embates em cadeia seguiram-se os incêndios em duas viaturas pesadas e nove ligeiros - as chamas nas viaturas só foram dadas como extintas por volta das 18h00. E segundo avançou o comandante distrital de Aveiro da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), das seis vítimas mortais, duas morreram carbonizadas.

Camiões e carros a arder

Jorge Matias, motorista de pesados, seguia num dos camiões envolvidos no acidente e que acabaram por arder, relatando que quando deu conta "já estavam vários carros batidos". "Vinha a 60 ou 70 quilómetros por hora, mas já não deu para fazer nada. E quando bati, o camião começou a arder", declara o motorista, a propósito do sinistro que lançou o pânico e a confusão total na A25. José Manuel Dias foi um dos poucos condutores que conseguiu evitar o embate, ainda que alguns automobilistas que circulavam atrás de si, no sentido Aveiro-Viseu, não tenham conseguido fazer o mesmo. "Estava uma visibilidade péssima, mas deparei-me com pessoas na berma da estrada a gritar para pararmos", especifica José Manuel Dias. "Nasci hoje. Nunca vi um cenário assim, um horror", acrescenta o condutor oriundo da zona de Monção.

Os dois acidentes, separados por algumas centenas de metros, provocaram um total de 72 feridos, 48 dos quais graves, balanço feito por volta das 20h00, depois de receberam os primeiros cuidados médicos no local do acidente - o INEM montou dois hospitais de campanha na zona do sinistro, mobilizando um total de 18 médicos. Os feridos que necessitavam de atendimento hospitalar foram encaminhados para os hospitais da região: Águeda, Aveiro, Viseu e Coimbra (Hospitais da Universidade de Coimbra e Hospital dos Covões).

Uma das vítimas mortais acabou por falecer já durante o transporte para o Hospital Infante D. Pedro de Aveiro. Segundo avançou a directora clínica do hospital aveirense, Lurdes Sá, a sexta vítima mortal chegou ao serviço de urgência já cadáver. No hospital de Aveiro, ainda de acordo com a mesma responsável, não houve necessidade de reforçar as equipas médicas por força do acidente. Já nos HUC, para onde estavam a ser encaminhados os casos mais graves, foi accionado o nível um do plano de emergência interno. Ao final de tarde, a directora do serviço de urgência da unidade, Isabel Fonseca revelava que os doentes estavam a chegar "devagar" aos HUC, uma vez que estavam a ser triados noutros hospitais de proximidade.

Igualmente complicada foi a operação de controlo do trânsito na A25, que esteve cortada durante várias horas - à hora de fecho desta edição o trânsito ainda não tinha sido restabelecido -, e onde foi preciso assegurar corredores de emergência para as centenas de viaturas que tiveram de socorrer os sinistrados. A circulação esteve cortada nos dois sentidos ao longo de 15 quilómetros, entre os nós do Carvoeiro e Reigoso.

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nevoeiro

no Qatar assim que e detectado nevoeiro os camioes pesados estao interditos de circular bem como ...

Renato

24.08.2010 14:58

X

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