CGTP exige Plano de Emergência de combate ao desemprego no Algarve 
03.04.2009 - 16:35 Por Idálio Revez
O desemprego no Algarve atinge “valores históricos” e os sindicatos reivindicam do Governo “medidas de emergência” para fazer face a uma “crise e económica e social de que há memória”. A União dos Sindicatos do Algarve (CGTP), aproveitando a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, na inauguração de uma Loja do Cidadão, para distribuir uma carta aberta chamando a atenção para o desemprego que cresceu 40,5 por cento, relativamente ao mesmo mês do ano passado. O protesto foi ignorado.
O primeiro-ministro preferiu falar da modernização da Administração Pública e das vantagens do programa Simplex. “ Força: isto vai, isto vai”, eis a resposta de José Sócrates, proferida várias vezes, em jeito de slogan, durante a cerimónia de inauguração da Loja, situada no mercado municipal de Faro. “Não há sucesso económico se não conseguirmos estar na linha da frente da modernização administrativa”, disse. O peso da burocracia na sociedade, sublinhou, “tem custos administrativos ocultos muito pesados”.
António Goulart, da União dos Sindicatos do Algarve, acusou ainda o “Governo de estar ausente em parte incerta”. Os sindicatos exigem um Plano de Emergência para o Algarve que “permita travar o crescimento do desemprego e conter o encerramento de empresas”. O primeiro-ministro, por seu lado, destacou como factor de progresso a “proximidade” dos serviços da administração pública, dando como exemplo a rede das Lojas do Cidadão. Em Faro, depois de Lisboa e Porto, passou a existir um balcão do Centro Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI).

