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Ambiente

Cerca de 500 milhões em obras para despoluir estuário natural do Tejo

08.05.2009 - 20:47 Por Lusa

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As obras abrangem uma área de quase dois mil quilómetros quadrados, distribuídos por nove concelhos As obras abrangem uma área de quase dois mil quilómetros quadrados, distribuídos por nove concelhos (PÚBLICO)
Centenas de quilómetros de condutas e várias estações de tratamento, num investimento de 500 milhões de euros, são o último esforço para despoluir o Tejo, contaminado pela cintura industrial da Grande Lisboa e de quase dois milhões de pessoas.

Esta poluição acumulada ao longo dos anos poderá ter um fim à vista com os investimentos massivos que estão em curso, nomeadamente por duas empresas multimunicipais, o Sistema Multimunicipal de Saneamento do Tejo e Trancão (Simtejo), na margem norte do rio, e o Sistema Multimunicipal de Saneamento de Águas Residuais da Península de Setúbal (SimarSul), na margem sul.

No total, as obras abrangem uma área de quase dois mil quilómetros quadrados, distribuídos por nove concelhos, prevendo a construção ou requalificação de uma dezena de estações de tratamento, a requalificação de zonas degradas e a colocação ou substituição de centenas de quilómetros de condutas, bem como a colocação de dois emissários.

No caso da Simtejo, estão previstos investimentos na ordem dos 343 milhões de euros apenas para sub-sistemas de saneamento que drenam para a bacia do Tejo, enquanto que do lado esquerdo do rio, a SimarSul prevê investimentos da ordem de 153 milhões de euros.

No subsistema de Alcântara, que serve Lisboa, Amadora e Oeiras e envolve uma população de 725 mil pessoas, está em curso a ampliação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), além de várias condutas e emissários.

Já o subsistema de Alverca prevê um investimento de 19 milhões na ETA e mais 35 milhões em outros projectos, enquanto que o de Vila Franca de Xira contempla investimentos de 35 milhões de euros para obras que também afectam o rio Trancão.

Na margem sul, a SimarSul recorda que quase todos os subsistemas descarregam directamente para o estuário, uma "zona sensível na qual é necessário preservar a cultura de conquícolas, razão pela qual as principais ETAR dispõem de desinfecção".

Nesta zona, têm destaque os subsistemas do Afonsoeiro (Montijo-Palmela-Moita), com 17 milhões, Barreiro/Moita, com 61 milhões (entre ETAR e condutas), Quinta do Conde (Seixal, Sesimbra, Setúbal e Barreiro), com 13 milhões e Seixal (22 milhões).

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