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Centro Comercial Roma fecha e não tem data para reabrir

05.02.2010 - 13:07 Por Ana Henriques

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Clientes que ontem passaram no local não foram informados do encerramento Clientes que ontem passaram no local não foram informados do encerramento (Ricardo Jorge Carvalho)
O centro comercial Roma, na avenida com o mesmo nome, em Lisboa, vai fechar. Ontem, os comerciantes que ali subsistem duvidavam que o recinto ainda abrisse hoje as portas, apesar de grande parte deles ainda não ter retirado a sua mercadoria das lojas no prazo fixado pela administradora da insolvência da sociedade que geria o centro. À hora do fecho desta edição, os lojistas estavam reunidos.

O princípio do fim começou há dois anos, quando a Companhia Grandes Armazéns Alcobia, também ligada a estabelecimentos como o Papagaio da Serafina, em Monsanto, abriu falência. Tinha dívidas ao fisco, à banca e à Segurança Social. As opiniões dividem-se sobre se foi uma eventual má gestão do centro que levou à insolvência ou se a decadência do recinto, com portas abertas há mais de três décadas, e a falta de pagamentos de rendas de alguns lojistas conduziu a empresa à ruína.

Certo é que o metropolitano, que passa à porta, roubou muitos dos clientes que aqui trouxe durante tantos anos. "As recentes obras do metro duraram mais de dois anos e podem ter ajudado a matar este centro comercial", observa o presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, Armando Estácio. Desconhecedor das dificuldades que atravessava o centro, o autarca foi apanhado de surpresa pela notícia do seu encerramento. "Lamento profundamente. Vai fazer muito transtorno a alguns comerciantes."

Ao longo dos últimos tempos, o Roma, onde trabalham algumas dezenas de pessoas, viu partir lojas-âncora como a Cenoura, de roupa para criança, a Body Shop, de cremes para o corpo, ou o cabeleireiro Marina Cruz. E gerou-se um pacto de silêncio entre os lojistas para manter a reputação desta casa que já há muito não tem um telefone geral de atendimento ao público. Por isso os seus problemas foram sempre negados com veemência, apesar de restarem apenas 20 das 50 lojas iniciais.

O PÚBLICO tentou, sem sucesso, obter explicações da parte dos donos dos Grandes Armazéns Alcobia, cujas dívidas de rendas aos proprietários do edifício foram a causa última do encerramento. E mesmo a administradora da insolvência, que se tinha comprometido a dar algumas explicações sobre o caso, acabou por não o fazer. Há comerciantes que criticam a sua falta de empenho no relançamento do Roma.

Resta uma luz ao fundo do túnel: a possibilidade de os donos do edifício reabrirem o centro comercial. Mas se o fizerem poderá ser com novas rendas para os lojistas.

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Ciao Roma

Guardo boas recordações deste centro comercial. Nos anos 90 fui um cliente assíduo ...

José Cabral

05.02.2010 19:58

X

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