CDU considera Governo e Câmara co-responsáveis pela insegurança em Lisboa

17.03.2009 - 16:23 Por Paulo Miguel Madeira
A CDU de Lisboa considera que a Câmara é co-responsável, com o Governo, pela “situação” de insegurança que se criou na cidade e acusa o presidente da autarquia, o socialista António Costa, de nada fazer “pela segurança” em Lisboa.
Aquela força política diz ainda, numa nota envida hoje à comunicação social, que “de nada vale a António Costa, agora Presidente da CML, sacudir a água do seu capote e atirar com todas as culpas para o Governo do PS: tal como agora na Autarquia, o mesmo António Costa, até há dois anos, enquanto ministro da tutela, também nada fez pela segurança em Lisboa”.
Com o encerramento da esquadra do Rego, António Costa (que antes de ser presidente da Câmara era ministro da Administração Interna de Sócrates) propôs uma moção na Câmara, que foi aprovada no início de Fevereiro por unanimidade, condenando o encerramento do equipamento e exigindo do Estado esclarecimentos sobre a gestão de rede de esquadras e a política de policiamento de proximidade.
Os comunistas defendem que “não devem ser encerradas esquadras de bairro e postos da PSP sem que outras as substituam antes”.
Desde a aprovação da moção em Câmara, António Costa tem feito intervenções públicas em que sublinha a existência de uma “falta de visão” do Estado relativamente à segurança na cidade.
Posteriormente, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, negou qualquer mal-estar com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), António Costa, por causa da gestão das esquadras na cidade.
Crise económica e social “causa” maior criminalidade
No mesmo comunicado, a CDU de Lisboa aponta como “causa sistemática do incremento da criminalidade a profunda crise económica e social em que o País tem vivido nos últimos anos, com os governos do PSD e do PS como protagonistas activos dessa crise”. Considera também que Lisboa “precisa de medidas urgentes que garantam a segurança das pessoas.”
Para os comunistas, “as questões da segurança não são apenas questões de polícia, como erradamente disse há dias António Costa: têm origem em problemas sociais, discriminações, situações de exclusão, pobreza, desemprego”.
No comunicado, são recordadas algumas propostas da CDU para combater a insegurança em Lisboa, como mais política social nos bairros, mais equipamentos, mais iluminação pública e mais limpeza, ou policiamento de proximidade”.
Notícia corrigida às 18h30

