Após crimes dos últimos dias

CDS pede presença urgente do ministro Rui Pereira no Parlamento por causa de violência urbana

02.03.2008 - 17:02 Por Lusa

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Rui Pereira deve responder no parlamento sobre o aumento da violência urbana, defende o CDS Rui Pereira deve responder no parlamento sobre o aumento da violência urbana, defende o CDS (Pedro Cunha)
O CDS-PP requereu hoje explicações urgentes do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, sobre as medidas que o Governo tenciona adoptar para combater recentes fenómenos de criminalidade violenta registados nas principais zonas urbanas do país.

"Nos últimos meses temos alertado o Governo para a ocorrência de fenómenos de criminalidade em zonas bem específicas, como as áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Setúbal, mas o Governo desvalorizou os nossos alertas", declarou à agência Lusa o deputado do CDS Nuno Magalhães.

Sábado, o ministro do Administração Interna disse que o Governo "está atento à necessidade de criar programas de prevenção para fenómenos como o 'carjacking', que exigem respostas especiais".

Ao nível da secretaria de Estado da Administração Interna, acrescentou Rui Pereira, o Governo "está a preparar um programa que conta com a intervenção da tecnologia, com a intervenção de produtores e de vendedores de automóveis para garantir que há uma boa resposta a esse fenómeno".

"Impõe-se agora ao ministro da Administração Interna que apresente com detalhe e com carácter de urgência, na Assembleia da República, essas medidas de combate à criminalidade violenta", disse o deputado do CDS.

"Partilhamos a preocupação manifestada pelo senhor Presidente da República, Cavaco Silva [no sábado] em relação a estes fenómenos de criminalidade. Nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e em Setúbal estão a registar-se novos tipos de crimes violentos, como o 'carjacking' ou a luta entre 'gangs' para o controlo da vida nocturna", apontou o dirigente democrata-cristão.

O ex-secretário de Estado dos Governos de coligação PSD/CDS apontou ainda linhas de discordância política face à actuação do Governo em relação às forças de segurança.

"Além de ter desvalorizado os alertas do CDS sobre criminalidade violenta, o Governo promoveu uma reestruturação das forças de segurança que entregou à PSP uma maior responsabilidade territorial, sem que tenha havido o correspondente aumento de efectivos", apontou Nuno Magalhães.

Nuno Magalhães considerou ainda "um erro grave a intenção do Governo de não aumentar o número de efectivos na PSP e na GNR".

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Porque a diferença?

Crime há em muitos lados. Em todos os lados. Em todos os estratos sociais mesmo. O que não percebo ...

ACC Martins

03.03.2008 11:50