A Câmara de Lisboa deverá aceitar hoje o pedido de suspensão de mandato do vice-presidente, anunciado pelo próprio no dia 16 de Fevereiro, depois de ter sido acusado de peculato no caso do pagamento de prémios a administradores da EPUL.
O pedido de suspensão de mandato de Fontão de Carvalho por três meses permitirá ao presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, fazer uma nova distribuição de pelouros entre os vereadores do PSD.
Fontão de Carvalho será substituído por Paulo Moreira, depois de ter sido apurado que não existe qualquer incompatibilidade entre o cargo de vereador e as funções que exerce actualmente na administração dos serviços sociais da autarquia. Carmona Rodrigues pediu uma informação jurídica para apurar se existiam ou não incompatibilidade entre as duas funções.
O presidente da Câmara de Lisboa deverá passar a gerir os pelouros das Finanças, Auditoria, Aprovisionamento e Seguros, que cabiam a Fontão de Carvalho.
Carmona já detinha o pelouro do Urbanismo, que pertencia a Gabriela Seara, que suspendeu o seu mandato depois de ter sido constituída arguida no caso Bragaparques.
A acumulação destes pelouros já foi criticada pela oposição, nomeadamente pela CDU, que lembrou que, com a saída de Fontão de Carvalho e Gabriela Seara, Urbanismo, Finanças e Aprovisionamento, "essenciais para a governação da Câmara", ficarão concentrados no presidente, o que significa "um afunilamento" e "um agravamento das condições de governabilidade".


