Caparica: protecção civil e parque de campismo ponderam pedidos de indemnização

23.03.2007 - 18:27 Por Lusa
A Protecção Civil de Almada e o Clube de Campismo de Lisboa equacionam a possibilidade de pedirem indemnizações ao Governo pelos gastos e custos provocados pelo avanço do mar esta semana na Costa da Caparica.
De acordo com declarações proferidas ao longo da semana, a maioria das entidades locais (Junta de Freguesia da Costa de Caparica, Câmara de Almada e Clube de Campismo de Lisboa) responsabilizaram o Instituto da Água (Inag) pela destruição do paredão, que já tinha sido atingido pelo mar, e consequente avanço da água para o parque de campismo.
Nesse sentido, Henrique Carreiras, da Protecção Civil Municipal, e Luís Duarte, presidente do Clube de Campismo de Lisboa, confirmaram hoje que o pedido de apoios é uma hipótese a ponderar, apesar das decisões terem de ser tomadas em conjunto com outros elementos.
Luís Duarte anunciou para esta noite uma reunião com o conselho directivo da empresa, bem como com os associados que foram prejudicados pelo avanço do mar (cerca de 50) para dentro do parque, remetendo para sábado respostas mais concretas.
Já Henrique Carreiras, vereador na Câmara de Almada, declarou que a decisão é uma possibilidade e está a ser ponderada mas que terá de ser tomada depois da avaliação de todos os custos e danos e através da consulta dos outros vereadores em reunião camarária.
Actualmente, a situação mais complicada é a danificação da central de bombagem das águas da Costa da Caparica, dado que a chegada de areia a esses equipamentos provocou "um grande desgaste de material". Para Henriques Carreiras, os danos e custos são neste momento incalculáveis.
Além disso, a Protecção Civil de Almada mantém ainda quatro máquinas (duas no parque e duas na vala) e vários funcionários no local, para terminar de arranjar a vala que ficou assoreada e para ajudar o clube de campismo a "retirar as toneladas de areia que ainda está dentro do parque".
"O nosso compromisso com o parque é ficarmos até domingo no local para os ajudar com os nossos meios a limpar a zona, em relação à vala, existe a possibilidade de terminarmos os trabalhos ainda hoje", disse o vereador da Protecção Civil.
A Protecção Civil de Almada está no local há cerca de três semanas, desde a primeira vez que o mar galgou a zona do paredão, com o objectivo principal de desassorear a vala contígua ao parque de campismo sempre que seja necessário, por considerar que esta pode ser um travão à entrada do mar no clube de campismo.
Além disso, Henrique Carreiras confirmou que o Inag continua no local a repor pedra de maior dimensão vinda do exterior no paredão, e que a operação de enchimento do rombo principal, que tem cerca de 50 metros, também já começou hoje.
Em relação às obras que estão a decorrer, a grande preocupação de Luís Duarte prende-se com a possibilidade do Inag não conseguir encher por completo o rombo principal até segunda-feira, "altura em que voltamos a esperar marés mais fortes".
Por outro lado, as obras de reconstrução total do paredão iniciam-se apenas durante o mês de Abril, simultaneamente com o começo dos trabalhos de reposição artificial das praias com cerca de 500 mil metros cúbicos de areia que irá cerca dragada no canal do Porto de Lisboa.

