Clube de Campismo de Lisboa fala em danos de milhares de euros

Caparica: parque de campismo quer indemnização por prejuízos provocados pelo avanço do mar

24.03.2007 - 21:37 Por Lusa

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A queda de 80 metros do paredão entre o mar e o parque de campismo é um dos prejuízos apontado A queda de 80 metros do paredão entre o mar e o parque de campismo é um dos prejuízos apontado (Pedro Cunha/PÚBLICO (arquivo))
O presidente do Clube de Campismo de Lisboa anunciou hoje que vai pedir uma indemnização ao Governo pelos danos provocados pelo avanço do mar, na última semana, na Costa da Caparica, indicando que estes ascendem a milhares de euros.

Luís Duarte confirmou que, depois de uma reunião com o concelho directivo e com os associados lesados do Clube de Campismo de Lisboa (CCL) da Costa de Caparica foi decido, por unanimidade, dirigir ao Ministério do Ambiente um pedido de indemnização pelos prejuízos que o avanço e entrada do mar provocaram no parque.

Um total de 65 associados, "a esmagadora maioria, 98 por cento da totalidade dos lesados", apresentou esta noite à direcção os prejuízos que tiveram com esta situação, ficando prevista a divulgação dos valores concretos dos danos para a próxima semana.

De acordo com Luís Duarte, os danos provocados devem-se "à inoperância do Instituto da Água", que optou por fazer as obras de recuperação do paredão que já tinha sido parcialmente destruído pelo mar "apenas quando o mar entrou de facto no parque de campismo".

O CCL está localizado em frente ao fim do paredão paralelo às praias, junto a São João, e já tinha sido ameaçado aquando da primeira acção do mar sobre a defesa aderente, em meados do mês de Fevereiro.

Na altura, o Instituto da Água (Inag) realizou obras de recuperação do paredão, recolocando as pedras que tinham sido levadas pelo mar no seu local de origem. Mas o instituto assumiu a necessidade de reconstruir ou pelo menos de sustentar o paredão com pedras de maior dimensão vindas do exterior, operação que começou a ser efectuada na passada terça-feira.

Entretanto, as marés vivas previstas para os dias 18 a 23 de Março foram provocando um desgaste cada vez maior na defesa aderente, que acabou por ceder, abrindo um rombo de cerca de 50 metros, mesmo em frente do parque de campismo.

Nas madrugadas de terça e quarta-feira, o mar acabou mesmo por invadir o CCL, inundando cerca de 50 tendas do parque de campismo e causando prejuízos que Luís Duarte revelou "ainda não estarem contabilizados, mas que poderão ascender aos milhares de contos".

Segundo o presidente do parque de campismo, o pedido de indemnização ao Ministério do Ambiente prende-se com o facto do "Estado ser uma pessoa de bem" e por Luís Duarte considerar que "o dinheiro que será pedido é uma gota de água no oceano de investimentos do Orçamento de Estado para este ano".

A queda de 80 metros do muro paralelo à linha de costa e a degradação de estradas e do sistema eléctrico foram os principais prejuízos apontados por Luís Duarte no que diz respeito ao parque propriamente dito, apesar dos danos totais ainda não poderem ser calculados.

Do lado dos associados, as peças mais referenciadas foram electrodomésticos e caravanas, bem como material diverso de campismo.

Neste momento, associados e funcionários do CCL, em colaboração com a Protecção Civil de Almada, continuam a retirar a areia que ainda se encontra no interior do parque, "cerca de 150 mil toneladas", prevendo-se que no início da semana, as limpezas do parque de campismo estejam praticamente concluídas.

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Adenda

Uma coisa é certa: se permitiram que tal acontecesse até hoje (os próprios parques incentivaram os ...

APC

22.07.2009 17:50