A vice-presidente do Clube de Campismo de Lisboa, Clotilde Morais, acusa o Instituto Nacional da Água (Inag) de inoperância em relação à defesa do parque de campismo da Costa da Caparica.
"Iremos responsabilizar o Instituto Nacional da Água que, só por inoperância, não colocou a defesa da nossa frente de praia", disse Clotilde Morais, em declarações à TSF. Segundo a responsável do clube de campismo, quando as máquinas foram retiradas do local, há dez dias, já havia brechas no paredão, mas o Inag "fez de conta que tudo estava bem". "Tinham prometido meter pedra de porte grande. Mas meteram açúcar, ironizou.
Esta madrugada, o mar destruiu o paredão que protege o Clube de Campismo de Lisboa, inundando uma parte daquelas instalações, que já tinha sido desactivada por precaução.
O avanço do mar fez três aberturas na protecção natural, que nos últimos tempos tinha sido reforçada com alguma areia e pedra, entrando pelo parque de campismo. Três ruas do parque ficaram alagadas, com 10 a 20 centímetros de altura da água.
A vice-presidente do Clube de Campismo de Lisboa adiantou que, apesar de ainda não ter feito um levantamento dos danos, os sócios do clube que estão nas ruas afectadas "têm altos prejuízos".
Também o presidente da junta de freguesia de Costa da Caparica lamentou que o Inag tenha dito que só irá fazer "uma obra mais sustentada" no local quando estivessem reunidas as condições para tal. "A ver se agora, infelizmente, já estão reunidas as condições para haver essa intervenção", ironizou António Neves, também ouvido pela TSF.
O serviço municipal de protecção civil já está a colocar máquinas na zona para tentar desimpedir a vala, cujo assoreamento permite que as águas cheguem ao paredão que protege aquele parque de campismo.
A próxima maré-cheia está prevista para as 15h00, o que está já a deixar em estado de alerta as autoridades locais.
O avanço do mar estava também previsto esta madrugada para a costa portuguesa na zona norte do país, com especial destaque para Esmoriz, o que não veio a acontecer.


