Câmara e Ministério acordaram manter aberta a urgência do hospital de Peniche

22.01.2008 - 13:16 Por Lusa
A urgência básica do hospital de Peniche vai manter-se aberta até à construção do novo hospital Oeste-Norte, acordaram hoje o ministro da Saúde e a Câmara Municipal, que desde há um ano se manifesta contra o encerramento do serviço.
"É uma vitória para Peniche e uma vitória para o ministro da Saúde pelo trabalho desenvolvido ao longo de mais de um ano. Esta é uma decisão que atende à especificidade de Peniche", afirmou hoje António José Correia, presidente da Câmara de Peniche (CDU), no final de uma reunião com o ministro Correia de Campos.
O processo do eventual encerramento da urgência do Hospital Rafael Telmo de Peniche começou no início de 2007 depois de o relatório da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências ter incluído Peniche no mapa das urgências a encerrar.
A Câmara defendeu a necessidade da manutenção do serviço afirmando que se trata de um concelho turístico, onde a população aumenta no período do Verão e aos fins-de-semana, por possuir uma comunidade piscatória, um Porto de Pesca, e o tempo dispendido para chegar ao hospital mais próximo (Caldas da Rainha) poder chegar aos 40 minutos.
Além do entendimento relativo à manutenção da urgência, ficou acordado "desenvolver o serviço de ortopedia e fisiatria, criar uma unidade para cirurgia de ambulatório, reconverter camas disponíveis em unidades de cuidados continuados de saúde e aumentar o número de consultas externas nas várias especialidades", adiantou António Correia.
A ampliação da rede de cuidados de saúde primários, a constituição de unidades de saúde familiares "que aliviem o hospital do excesso de procura de casos de saúde primários", foram outros pontos acordados hoje numa reunião entre o presidente da Câmara e o ministro da Saúde.
O acordo será formalizado através de um protocolo a assinar entre a autarquia e o ministério.
O ministério decidiu ainda criar um novo Centro Hospitalar para gerir através de uma administração única os actuais hospitais de Peniche, Caldas da Rainha (hospital geral) e Alcobaça.
Nesse sentido, quando estiver construído o novo hospital Oeste-Norte, o actual hospital de Peniche será integrado na nova unidade de saúde.
A nova unidade deverá ser um hospital médico-cirúrgico com capacidade para 200 camas.
As conclusões do estudo que sustentam a necessidade de construção de uma nova unidade dizem que não será possível contar com o hospital de Alcobaça, por falta de condições, e que o Centro Hospitalar das Caldas da Rainha também não tem condições para se constituir como uma solução sem que sejam realizados investimentos consideráveis.

