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Comissão de Trabalhadores estranha o caso

Câmara do Porto requisita funcionário à Polícia Judiciária para dirigir departamento

10.11.2009 - 10:38 Por Patrícia Carvalho

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Contratação na autarquia gerou mal-estar Contratação na autarquia gerou mal-estar (Paulo Pimenta)
A Câmara do Porto contratou um funcionário da Polícia Judiciária (PJ) para dirigir o Departamento Municipal de Serviços Urbanos. Amadeu Magalhães tomou posse no passado dia 8 de Setembro, tornando-se no único funcionário da PJ requisitado por uma autarquia. A nomeação causou alguma estranheza entre os funcionários camarários.

O site camarário especifica que Amadeu Magalhães é licenciado em Administração e Gestão de Empresas, pela Universidade Católica, tendo trabalhado na PJ do Porto na área das "perícias contabilísticas, financeiras, económicas e bancárias, bem como na coadjuvação das autoridades judiciárias, ao nível da assessoria técnica". Nas novas funções, ficará com a responsabilidade da gestão dos Serviços de Limpeza Urbana e da Divisão de Transportes e Serviços Mecânicos.

Vários funcionários da câmara relataram ao PÚBLICO terem estranhado a escolha de um funcionário da PJ para trabalhar na autarquia, mas a coordenadora da Comissão de Trabalhadores (CT) do município, Ana Paula Soares, garante não ter recebido qualquer informação sobre este caso. Ainda assim, demonstra alguma preocupação pela escolha, cada vez mais frequente, de funcionários externos para preencher um quadro na autarquia. "Até há bem pouco tempo, abria-se um concurso para um cargo de dirigente e o normal seria que essa vaga fosse preenchida por um funcionário da câmara. Ultimamente, com certa frequência, o júri considera que os concorrentes internos não têm perfil e escolhe alguém de fora", diz a dirigente da CT, que confessa ter "alguma dificuldade" em entender esta situação. "É estranho que, no meio de tantos milhares de funcionários [autárquicos], não se encontrem pessoas com o perfil certo para preencher estes cargos."

Fonte da direcção nacional da PJ confirmou ao PÚBLICO que Amadeu Magalhães é "o único" funcionário desta polícia requisitado por uma autarquia. A mesma fonte frisa que o novo director de departamento da Câmara do Porto só comunicou à PJ que tinha concorrido ao cargo depois de ter vencido o concurso, tendo sido o próprio Amadeu Magalhães a solicitar autorização para trabalhar, nos próximos três anos (com possibilidade de renovação), com a autarquia.

O pedido foi aceite, até porque "é um funcionário apenas de apoio à investigação", esclarece a mesma fonte, acrescentando que Amadeu Magalhães alegou a valorização profissional e a melhoria das condições financeiras para trocar, temporariamente, a PJ pela Câmara do Porto.

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"É estranho que, no meio de tantos milhares de funcionários [autárquicos], ...

Joao

10.11.2009 12:03

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