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Aberto caminho para as eleições intercalares

Câmara de Lisboa: BE, CDU e CDS já entregaram pedidos de renúncia

09.05.2007 - 21:02 Por Lusa

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Sá Fernandes manifestou-se disponível para se recandidatar, afirmando que "há uma continuidade" do seu mandato Sá Fernandes manifestou-se disponível para se recandidatar, afirmando que "há uma continuidade" do seu mandato (Nuno Ferreira Santos/PÚBLICO (arquivo))
O Bloco de Esquerda, a CDU e o CDS-PP já entregaram os pedidos de renúncia de mandato dos eleitos para as suas listas na Câmara de Lisboa, juntando-se assim ao PS e ao PSD que também já formalizaram as resignações.

O vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda José Sá Fernandes indicou que o PSD entregou 20 renúncias entre os 26 membros da lista eleita e os socialistas entregaram todas as declarações. "Este é o momento de dizermos: a câmara caiu", afirmou Sá Fernandes, considerando que a convocação de eleições intercalares "era inevitável e aguardada há meses". Na opinião do vereador bloquista, a queda da câmara representa uma "grande vitória da democracia" porque "os lisboetas vão poder ter voz no futuro".

Sá Fernandes manifestou-se disponível para se recandidatar pelo Bloco de Esquerda, afirmando que "há uma continuidade" do seu mandato. "Ainda tenho de falar com todas as pessoas da lista que me apoiou, que era composta pelo Bloco de Esquerda, independentes e associações", afirmou, mas adiantou que na próxima semana a decisão sobre a sua continuidade será anunciada.

Sobre a convocação de eleições intercalares, Sá Fernandes aponta como data ideal 24 de Junho ou no máximo 1 ou 8 de Julho, defendendo que o processo de convocação têm de ser célere.

Também a CDU entregou hoje as 34 declarações de renúncia ao mandato dos candidatos da sua lista à autarquia lisboeta. o dirigente do PCP-Lisboa Carlos Chaparro indicou que o PCP já iniciou os contactos com os seus parceiros da CDU, Partido Ecologista “Os Verdes” e Intervenção Democrática para reeditar a Coligação Democrática Unitária e concorrer às eleições intercalares à Câmara de Lisboa.

"A Coligação Democrática Unitária é a única coligação que têm condições de apresentar um projecto alternativo para a câmara de Lisboa", argumentou Carlos Chaparro, sustentando que, "no processo que deu origem à queda da câmara, só o PCP e Os Verdes têm as mãos limpas", referindo-se à permuta dos terrenos do Parque Mayer [que originou o processo Bragaparques] que mereceu o voto favorável "não só do PSD e do CDS mas também do PS".

O vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa, Anacoreta Correia, confirmou igualmente que o partido entregou os pedidos de renúncia e alertou novamente para a possibilidade de conflito institucional com a Assembleia Municipal.

O CDS-PP era o único partido que ainda não sabia quando iria entregar as suas renúncias, mas Anacoreta Correia afirmou aos jornalistas no final da última reunião ordinária do executivo que se prolongou por mais de nove horas que o partido estava preparado "para qualquer desfecho" e por isso entregou hoje as declarações.

Anacoreta Correia sublinhou que foi o PSD que criou a actual crise na Câmara de Lisboa e por isso, deveriam ter sido os sociais-democratas a "fechá-la", mas o PS "resolveu acelerar o processo" ao entregar hoje os pedidos de renúncia, o que acabou por precipitar a entrega das declarações dos restantes partidos.

No caso do PSD, o partido apresentou vinte renúncias entre os 26 eleitos na lista, não tendo renunciado o presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, os vereadores Pedro Feist, Fontão de Carvalho e Gabriela Seara (os dois últimos com mandato suspenso), Remédio Pires e Fernando Santana. Com estes seis nomes que se mantiveram "o PSD apenas deixou dois lugares vagos", referiu.

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Para que é que serve um partido assim, feito de re...

Para que é que serve um partido assim, feito de ressabiados e invejosos? Porque é que não demitem a ...

Anónimo

10.05.2007 10:43