• E se para comprares um disco externo pagasses direitos de autor?
  • "O que há de novo no amor?": este filme é um milagre
  • Passeios de mão dada por um Portugal romântico

Autarquias

Câmara de Faro: "Situação financeira é preocupante", diz Macário Correia

20.11.2009 - 09:20 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Macário Correia disse à Lusa ter-se deparado, na área financeira, com 40 milhões de euros de dívidas de curto prazo Macário Correia disse à Lusa ter-se deparado, na área financeira, com 40 milhões de euros de dívidas de curto prazo (Luís Ramos)
O presidente da Câmara Municipal de Faro cumpre hoje um mês de mandato e a sua principal preocupação tem sido “arrumar a casa”, numa autarquia que tem “uma situação financeira, administrativa, de instalações e equipamentos preocupante”.

Macário Correia disse à Lusa ter-se deparado, na área financeira, com “40 milhões de euros de dívidas de curto prazo, de facturação vencida, 18 processos judiciais por incumprimento de obrigações financeiras, uma dúzia de obras paradas por falta de pagamento a empreiteiros e mais 40 milhões de euros de empréstimos de médio e longo prazo”.

Deparou-se ainda, de acordo com o próprio, com as empresas municipais, “excepção feita à FAGAR” (empresa que gere as águas e resíduos de Faro), numa “situação de passivos acumulados com alguma preocupação”.

Em termos administrativos, Macário Correia ficou “apreensivo” com o “atraso na normalização administrativa dos procedimentos municipais” e pela falta de “uma tabela de taxas actualizada, de um regulamento de urbanização e edificação, de um regulamento de trânsito ou de um regulamento de toponímia”, entre outros.

“As instalações e equipamentos estão muito aquém daquilo que a modernidade e a qualidade de serviço exigem. Há funcionários instalados em péssimas condições e há equipamentos, na área de informática e outra, que estão aquém daquilo que seria desejável”, diagnosticou ainda o autarca.

O ex-presidente da câmara de Tavira explicou que uma das medidas já tomadas foi a nomeação dos administradores das empresas municipais, cargos que passam a ser acumulados por membros do seu executivo e equipa e que não serão remunerados.

“É a isso que me tenho consagrado, ao que se chama arrumar a casa”, acrescentou Macário Correia, que quer que “a câmara ganhe rapidamente uma organização e metodologia de trabalho quantificada, organizada, em equipa, que é fundamental”, adiantou.

O autarca lembrou que tem também “trabalhado para acentuar a articulação entre os bombeiros voluntários e municipais”, num processo de junção em que diz não antever qualquer problema legal, como foi sugerido pelo presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, sobretudo no que se refere à integração dos voluntários nos municipais.

Outra medida, que causou polémica e descontentamento por parte de comerciantes e particulares, foi a que se prende com a legalização dos aparelhos de ar condicionado, mas Macário Correia explicou que isso está previsto em leis e regulamentos em vigor.

“Há muitas queixas e reclamação de cidadãos que acham que a estética de edifícios está a ser alterada com esse tipo de objectos”, disse, lembrando que, como autarca, tem “que ter o cuidado em fazer cumprir os regulamentos”.

Macário Correia negou ainda ter congelado os subsídios ao arrendamento, precisando que “a câmara municipal anterior tinha criado uma dotação de 130 mil euros de subsídio a arrendamento, [e que] depois decidiu reduzir em 60 mil euros”.

O presidente da câmara de Faro disse que essas verbas estavam já esgotadas quando chegou à câmara e que o anterior executivo socialista liderado por José Apolinário ainda promoveu em cartazes esse subsídio fazendo aumentar a procura quando a oferta estava esgotada.

Estatísticas

  • 285 leitores
  • 2 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1410634

Comentário + votado

porquê?

E ninguém prende o corrupto anterior? Ninguém manda fiscalizar as contas?

portuense do sul

20.11.2009 13:22

X

Mais em Local (3 de 7 artigos)

Troufa Real argumenta que tudo foi devidamente discutido Troufa Real responde às críticas com nova proposta de torre